Ao craque, não basta fazer bons jogos, marcar belos gols ou, em termos atuais, receber altos salários.
Craque tem que decidir jogos importantes!
O que divide craques de bons jogadores é exatamente esta característica. Na hora do pega-pa-capá, o craque vai lá e resolve!
Arjen Robben sempre foi tido como um grande jogador. Com uma capacidade incomum de driblar para os dois lados, confundia os zagueiros que, invariavelmente, sofriam com uma jogada única e mortal: caindo pelo lado direito, cortando para dentro e batendo com o pé esquerdo para o gol.
Parece manjado, mas quando você não sabe pra onde o cara vai, fica difícil marcar.
Só tinha um probleminha. Robben sumia em decisões.
Depois de uma boa estada no Chelsea, embora sem ganhar nada além de torneios nacionais, uma passagem discreta pelo Real Madrid, após uma confiança (que se traduzia em dólares) enorme depositada nele, Robben se transferiu para o Bayern de Munique, em 2009.
Tudo bem, ele sofreu com várias lesões na carreira, o que relativiza um pouco a esperança frustrada de Cruyff.
Mas algumas decisões recentes, sem problemas físicos e tudo indo de vento em popa, o colocaram em xeque.
Em 2010, na Copa do Mundo, uma partida apagada diante da Espanha, um vice-campeonato.
Dois anos depois, outra aparição discreta diante do Chelsea, outro vice.
Era para se pensar. Um cara que desaparece em finais, não pode ser um craque!
Para calar a minha boca, e de quem quer que seja, afirmando ao mundo "sim, eu sou um craque!", o Bayern é campeão da Liga dos Campeões da Europa.
Vencendo o Borussia Dortmund, em jogo dificílimo, por 2 a 1, com o gol decisivo marcado aos 44 minutos do segundo tempo, por Arjen Robben.
O que confirma o favoritismo anterior conferido ao Bayern, dá cancha a uma geração de alemães dispostos a vir com tudo para levar a Copa do Mundo no Brasil.
E olha que o Guardiola ainda nem chegou à Bavária...
Valeu,
Bruno Porpetta
domingo, 26 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pitacos na seleção
"Tem que levar o Ronaldinho, ele tá jogando muito!"
"Os volantes da seleção tem que ser Ramires e Paulinho!"
"O Kaká cabe nesse time, é um cara experiente e ajuda a marcação!"
Todas estas eram especulações até a semana passada. Precisamente, até terça passada, dia da convocação de Felipão para a Copa das Confederações. Igualmente frustradas.
O treinador "chefe de família" fez uma opção pela versatilidade, capacidade de recomposição e, principalmente, trabalho em grupo.
Leia-se nisto, pesaram fatores comportamentais para definir os 23 nomes.
Assim como em 2002, Felipão bota o seu carimbo sobre sua equipe. Não convocar Romário, naquela ocasião, foi chamar para si a responsabilidade pelo que acontecesse.
Com uma singela diferença, tínhamos bons jogadores, uma grande promessa e dois gênios. Hoje, temos bons jogadores e apenas uma grande promessa. Não temos mais gênios à disposição.
Não haverão Rivaldo e Ronaldo para fazer de Felipão um grande herói.
Até a Copa do Mundo, ainda pode ser diferente. Como o próprio Felipão colocou, o time da Copa ainda não está fechado. Tempo para Ronaldinho e Ramires se "enquadrarem". Ou Kaká voltar a jogar, o que efetivamente não faz no Real Madrid.
Dentro deste cenário, a convocação não é nenhuma aberração. Poderia dizer, inclusive, que é o possível em um período tão chocho do futebol brasileiro.
É evidente que vivemos uma grande crise cíclica em nosso futebol.
Nós, que nos tornamos conhecidos pela qualidade dos nossos atacantes ao longo da história, não temos nenhum entre os maiores do mundo.
Até um polonês com nome de Ministro do STF é mais reverenciado que os nossos homens de frente.
Esta crise é resultado de nosso aculturamento no futebol. Um momento facilmente explicado por um antropólogo.
De tanto importar ideias escalafobéticas da Europa, nossas categorias de base formam gorilas, jamantas, tanques... tudo, menos craques!
Os novos valores chegam ao seu primeiro contrato profissional antes de aprender a cruzar uma bola na área. Ou chutar a gol. Até mesmo, em alguns casos, dar um passe de três metros.
A despeito de nosso descaso com a formação de jogadores de futebol no Brasil, de tempos em tempos aparece uma geração que bate uma bola redonda.
Não é o caso neste momento. Portanto, de nada adianta ficar chorando diante da possibilidade de assistirmos a festas estrangeiras dentro de nosso território. Elas seriam perfeitamente compreensíveis.
Somos um dos favoritos pelo simples fato de não poder haver uma lista de favoritos que não inclua o Brasil. Ainda mais jogando dentro de casa. Mas não somos o principal favorito, como gostaríamos.
Devemos reconhecer que existem três seleções que estão muito a nossa frente: Alemanha, Argentina e Espanha.
Ninguém neste país conseguiria formar uma seleção muito mais forte do que esta de Felipão.
É triste, mas é verdade!
Valeu,
Bruno Porpetta
"Os volantes da seleção tem que ser Ramires e Paulinho!"
"O Kaká cabe nesse time, é um cara experiente e ajuda a marcação!"
Todas estas eram especulações até a semana passada. Precisamente, até terça passada, dia da convocação de Felipão para a Copa das Confederações. Igualmente frustradas.
O treinador "chefe de família" fez uma opção pela versatilidade, capacidade de recomposição e, principalmente, trabalho em grupo.
Leia-se nisto, pesaram fatores comportamentais para definir os 23 nomes.
Assim como em 2002, Felipão bota o seu carimbo sobre sua equipe. Não convocar Romário, naquela ocasião, foi chamar para si a responsabilidade pelo que acontecesse.
Com uma singela diferença, tínhamos bons jogadores, uma grande promessa e dois gênios. Hoje, temos bons jogadores e apenas uma grande promessa. Não temos mais gênios à disposição.
Não haverão Rivaldo e Ronaldo para fazer de Felipão um grande herói.
Até a Copa do Mundo, ainda pode ser diferente. Como o próprio Felipão colocou, o time da Copa ainda não está fechado. Tempo para Ronaldinho e Ramires se "enquadrarem". Ou Kaká voltar a jogar, o que efetivamente não faz no Real Madrid.
Dentro deste cenário, a convocação não é nenhuma aberração. Poderia dizer, inclusive, que é o possível em um período tão chocho do futebol brasileiro.
É evidente que vivemos uma grande crise cíclica em nosso futebol.
Nós, que nos tornamos conhecidos pela qualidade dos nossos atacantes ao longo da história, não temos nenhum entre os maiores do mundo.
Até um polonês com nome de Ministro do STF é mais reverenciado que os nossos homens de frente.
Esta crise é resultado de nosso aculturamento no futebol. Um momento facilmente explicado por um antropólogo.
De tanto importar ideias escalafobéticas da Europa, nossas categorias de base formam gorilas, jamantas, tanques... tudo, menos craques!
Os novos valores chegam ao seu primeiro contrato profissional antes de aprender a cruzar uma bola na área. Ou chutar a gol. Até mesmo, em alguns casos, dar um passe de três metros.
A despeito de nosso descaso com a formação de jogadores de futebol no Brasil, de tempos em tempos aparece uma geração que bate uma bola redonda.
Não é o caso neste momento. Portanto, de nada adianta ficar chorando diante da possibilidade de assistirmos a festas estrangeiras dentro de nosso território. Elas seriam perfeitamente compreensíveis.
Somos um dos favoritos pelo simples fato de não poder haver uma lista de favoritos que não inclua o Brasil. Ainda mais jogando dentro de casa. Mas não somos o principal favorito, como gostaríamos.
Devemos reconhecer que existem três seleções que estão muito a nossa frente: Alemanha, Argentina e Espanha.
Ninguém neste país conseguiria formar uma seleção muito mais forte do que esta de Felipão.
É triste, mas é verdade!
Valeu,
Bruno Porpetta
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Dia de Alex
Duas homenagens muito merecidas!
Em Old Trafford, uma linda festa para a despedida de Sir Alex Ferguson do comando do Manchester United, após 27 anos de (bons) serviços prestados ao clube.
Foram 38 títulos conquistados, sendo duas Ligas dos Campeões e 13 campeonatos ingleses, acabando com uma histórica hegemonia do Liverpool no país.
Coisa linda de se ver a homenagem ao, agora, aposentado treinador.
Por outro lado, não houve nenhuma reverência pessoal grandiosa, mas é digno de nota a conquista do tetracampeonato paranaense pelo Coritiba.
Não tanto pela expressão de um tetracampeonato estadual, ainda mais quando conquistado sobre o time sub-23 do maior rival, o Atlético-PR.
Muito por ser o primeiro título conquistado pelo maior craque revelado no Couto Pereira no período recente.
Alex, que após sair do Coxa, venceu tudo o que podia. Ganhou Libertadores pelo Palmeiras em 99, tríplice coroa (Brasileiro, Copa do Brasil e Mineiro) pelo Cruzeiro em 2003, virou estátua na porta do Fenerbahçe, da Turquia.
Um meia clássico, reverenciado por onde passou pelo grande jogador que é, injustamente preterido pela seleção brasileira. Faltava apenas dar algum título ao clube que o revelou.
Não falta mais!
Aos 35 anos, se quiser, Alex pode se aposentar em paz.
Valeu,
Bruno Porpetta
Em Old Trafford, uma linda festa para a despedida de Sir Alex Ferguson do comando do Manchester United, após 27 anos de (bons) serviços prestados ao clube.
Foram 38 títulos conquistados, sendo duas Ligas dos Campeões e 13 campeonatos ingleses, acabando com uma histórica hegemonia do Liverpool no país.
Coisa linda de se ver a homenagem ao, agora, aposentado treinador.
Por outro lado, não houve nenhuma reverência pessoal grandiosa, mas é digno de nota a conquista do tetracampeonato paranaense pelo Coritiba.
Não tanto pela expressão de um tetracampeonato estadual, ainda mais quando conquistado sobre o time sub-23 do maior rival, o Atlético-PR.
Muito por ser o primeiro título conquistado pelo maior craque revelado no Couto Pereira no período recente.
Alex, que após sair do Coxa, venceu tudo o que podia. Ganhou Libertadores pelo Palmeiras em 99, tríplice coroa (Brasileiro, Copa do Brasil e Mineiro) pelo Cruzeiro em 2003, virou estátua na porta do Fenerbahçe, da Turquia.
Um meia clássico, reverenciado por onde passou pelo grande jogador que é, injustamente preterido pela seleção brasileira. Faltava apenas dar algum título ao clube que o revelou.
Não falta mais!
Aos 35 anos, se quiser, Alex pode se aposentar em paz.
Valeu,
Bruno Porpetta
A maldição da reforma?
O Bahia, com profundas raízes fincadas na Fonte Nova, pode ter visto com alegria a reinauguração do estádio. Podia.
Foram, desde o retorno à velha casa, três clássicos Ba-Vi (Bahia e Vitória).
O primeiro terminou 5 a 1 para o Vitória. No segundo, nova derrota, por 2 a 1. Agora, outra sova de 7 a 3 para o rubro-negro.
Marcou cinco gols, levou 14!
Será que a reforma que transformou a Fonte Nova em uma "arena" é uma maldição que recai sobre o Bahia?
A torcida tricolor, mesmo temente aos desígnios dos orixás, tem certeza que amaldiçoado mesmo é o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho.
Já a torcida rubro-negra, quer mandato vitalício para "Marcelinho"...
Valeu,
Bruno Porpetta
Ba-Vi, desde o retorno da Fonte Nova, é só chocolate!
Foram, desde o retorno à velha casa, três clássicos Ba-Vi (Bahia e Vitória).
O primeiro terminou 5 a 1 para o Vitória. No segundo, nova derrota, por 2 a 1. Agora, outra sova de 7 a 3 para o rubro-negro.
Marcou cinco gols, levou 14!
Será que a reforma que transformou a Fonte Nova em uma "arena" é uma maldição que recai sobre o Bahia?
A torcida tricolor, mesmo temente aos desígnios dos orixás, tem certeza que amaldiçoado mesmo é o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho.
Já a torcida rubro-negra, quer mandato vitalício para "Marcelinho"...
Valeu,
Bruno Porpetta
sábado, 11 de maio de 2013
Respeitável público!...
Há dias que eu gostaria de compartilhar com vocês minhas impressões sobre o jogo entre Atlético-MG e São Paulo, pelas oitavas-de-final da Libertadores da América 2013 (não insistam, não coloco o nome de "patrocinadores" das competições), no estádio Independência (também me recuso a chamar de "arena"), em Belo Horizonte.
Enquanto vários amigos assistiram ao jogo entre Fluminense e Emelec (o jogo da TV aberta), preferi assistir o confronto brasileiro. Sabia que, se quisesse ver um jogão, seria em Minas, não no Rio.
O São Paulo sempre soube que seria difícil reverter a vantagem que o Galo conquistou no Morumbi, vencendo por 2 a 1. Talvez não tenha imaginado levar o baile que levou.
E foi isso mesmo! Um baile!
Havia tempo que uma atuação de um time não me fazia rir. Esta foi minha reação diante do maiúsculo espetáculo proporcionado pelo Galo. Rolava de rir, achava tudo aquilo muito divertido!
É assim que eu gosto do futebol! Divertido, engraçado. Não aquela chatice "profissional" que torna o jogo cada vez mais burocrático.
Devo ressaltar que o grande responsável pelas minhas risadas foi Ronaldinho Gaúcho.
Podem falar o que for, mas o cara é um gênio!
Esperar adversários chegarem só para driblá-los é de uma sacanagem que faz falta ao futebol. Uma molecagem típica de Garrincha! Ou de um artista de circo.
E como uma criança, vendo o palhaço fazer graça no picadeiro, eu vi Ronaldinho Gaúcho despachar o São Paulo com requintes de graça, beleza e diversão.
Ah! Que saudades do circo... Saudades que Ronaldinho ajudou a matar.
Pode fazer de novo?
Valeu,
Bruno Porpetta
Enquanto vários amigos assistiram ao jogo entre Fluminense e Emelec (o jogo da TV aberta), preferi assistir o confronto brasileiro. Sabia que, se quisesse ver um jogão, seria em Minas, não no Rio.
O São Paulo sempre soube que seria difícil reverter a vantagem que o Galo conquistou no Morumbi, vencendo por 2 a 1. Talvez não tenha imaginado levar o baile que levou.
E foi isso mesmo! Um baile!
Havia tempo que uma atuação de um time não me fazia rir. Esta foi minha reação diante do maiúsculo espetáculo proporcionado pelo Galo. Rolava de rir, achava tudo aquilo muito divertido!
É assim que eu gosto do futebol! Divertido, engraçado. Não aquela chatice "profissional" que torna o jogo cada vez mais burocrático.
Devo ressaltar que o grande responsável pelas minhas risadas foi Ronaldinho Gaúcho.
Podem falar o que for, mas o cara é um gênio!
Esperar adversários chegarem só para driblá-los é de uma sacanagem que faz falta ao futebol. Uma molecagem típica de Garrincha! Ou de um artista de circo.
E como uma criança, vendo o palhaço fazer graça no picadeiro, eu vi Ronaldinho Gaúcho despachar o São Paulo com requintes de graça, beleza e diversão.
Ah! Que saudades do circo... Saudades que Ronaldinho ajudou a matar.
Pode fazer de novo?
Valeu,
Bruno Porpetta
quinta-feira, 2 de maio de 2013
A nova ordem mundial?
Após as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o mundo só fala de uma coisa: da Alemanha!
Porque os times alemães estão entre os melhores do mundo, porque a torcida alemã está entre as que mais cantam e comparecem a estádios no mundo, porque o método e organização alemães são os mais impressionantes do mundo... ou seja, o mundo inteiro quer ser alemão!
De repente, a promissora seleção da Alemanha virou favoritíssima ao título mundial em 2014, dentro do ex-solo sagrado do Maracanã.
É bom lembrar que a Alemanha - da Copa de 94 até 2002 - tinha times fracos, envelhecidos... típicos de uma entressafra de talentos, pela qual nós, brasileiros, estamos atravessando neste momento.
Aí passamos a olhar para a Alemanha como um modelo a ser seguido, sem sequer prestar atenção no que ocorreu durante a década perdida da seleção tricampeã do mundo com o futebol mais matemático do planeta.
A Alemanha recorreu, neste período, a estratégia das naturalizações. Importava jogadores de países europeus, africanos e, inclusive, o Brasil.
Quem não se lembra de Paulo Rink? Aqui, um eterno jogador do Atlético-PR bem mediano. Lá, selecionável!
Quem não se lembra do ataque alemão em 2002? Miroslav Klose e Lucas Podolski, ambos poloneses.
Ou do ganês Gerald Asamoah? O primeiro negro a integrar o escrete da Alemanha hitleriana.
Sempre é bom ir devagar com o andor. Porque, sabe-se, o santo é de barro.
Para nós, um país que se recusa terminantemente a sequer aceitar treinadores estrangeiros, lidaríamos bem com um jogador naturalizado em nossa seleção?
Fica a temática para discussão...
Valeu,
Bruno Porpetta
Porque os times alemães estão entre os melhores do mundo, porque a torcida alemã está entre as que mais cantam e comparecem a estádios no mundo, porque o método e organização alemães são os mais impressionantes do mundo... ou seja, o mundo inteiro quer ser alemão!
De repente, a promissora seleção da Alemanha virou favoritíssima ao título mundial em 2014, dentro do ex-solo sagrado do Maracanã.
É bom lembrar que a Alemanha - da Copa de 94 até 2002 - tinha times fracos, envelhecidos... típicos de uma entressafra de talentos, pela qual nós, brasileiros, estamos atravessando neste momento.
Aí passamos a olhar para a Alemanha como um modelo a ser seguido, sem sequer prestar atenção no que ocorreu durante a década perdida da seleção tricampeã do mundo com o futebol mais matemático do planeta.
A Alemanha recorreu, neste período, a estratégia das naturalizações. Importava jogadores de países europeus, africanos e, inclusive, o Brasil.
Quem não se lembra de Paulo Rink? Aqui, um eterno jogador do Atlético-PR bem mediano. Lá, selecionável!
Quem não se lembra do ataque alemão em 2002? Miroslav Klose e Lucas Podolski, ambos poloneses.
Ou do ganês Gerald Asamoah? O primeiro negro a integrar o escrete da Alemanha hitleriana.
Sempre é bom ir devagar com o andor. Porque, sabe-se, o santo é de barro.
Para nós, um país que se recusa terminantemente a sequer aceitar treinadores estrangeiros, lidaríamos bem com um jogador naturalizado em nossa seleção?
Fica a temática para discussão...
Valeu,
Bruno Porpetta
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sua Copa nas "patas" deles
As declarações de Jérôme Valcke, que reclama do "excesso de democracia" nos países-sede da Copa do Mundo, acompanhadas das opiniões de Blatter sobre a Copa da Argentina - a maior vergonha de toda a história das Copas, que serviu para encobrir os milhares de assassinatos cometidos pela ditadura militar portenha - além de revelar quem são as figuras que metem o bedelho aqui no Brasil, não chega a ser surpreendente.
Para ler as abobrinhas de Valcke e Blatter, clique no link: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/04/24/excesso-de-democracia-no-brasil-afeta-organizacao-da-copa-diz-valcke.htm
Recentemente, tive a oportunidade de ler Jogo Sujo, do jornalista inglês Andrew Jennings - o único jornalista do mundo banido das coletivas de Joseph Blatter. O que faz com que a matéria citada acima, não espante, embora seja igualmente asquerosa.
São como sanguessugas. Eles escolhem as sedes, em processos marcados por corrupção, e praticamente invadem os países, roubando-lhes a soberania em nome de seus negócios.
E nem mesmo nos negócios eles conseguem ser minimamente honestos. O caso da substituição de uma operadora de cartões de crédito por outra, conseguindo enganar as duas ao mesmo tempo, é bastante elucidativo. Leia mais em http://www.transparencyinsport.org/minutes.html
Em dia de jogo da seleção, no "novo" Mineirão, cabe se perguntar se toda esta "beleza" das nossas "arenas" nos custa somente seus valores nominais - que já são enormes - para as obras?
Certamente que não.
Mas tem outra coisa que chama a atenção. Às vezes, me parece que estes parasitas possuem uma visão muito mais otimista do Brasil do que nós mesmos podemos verificar.
Excesso de democracia? Quem dera...
Com democracia em excesso, eles não teriam feito nem um décimo do estrago que já estão causando, muito antes da bola rolar.
Até o Castelão eles conseguiram esvaziar...
Valeu,
Bruno Porpetta
Para ler as abobrinhas de Valcke e Blatter, clique no link: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/04/24/excesso-de-democracia-no-brasil-afeta-organizacao-da-copa-diz-valcke.htm
Recentemente, tive a oportunidade de ler Jogo Sujo, do jornalista inglês Andrew Jennings - o único jornalista do mundo banido das coletivas de Joseph Blatter. O que faz com que a matéria citada acima, não espante, embora seja igualmente asquerosa.
São como sanguessugas. Eles escolhem as sedes, em processos marcados por corrupção, e praticamente invadem os países, roubando-lhes a soberania em nome de seus negócios.
E nem mesmo nos negócios eles conseguem ser minimamente honestos. O caso da substituição de uma operadora de cartões de crédito por outra, conseguindo enganar as duas ao mesmo tempo, é bastante elucidativo. Leia mais em http://www.transparencyinsport.org/minutes.html
Em dia de jogo da seleção, no "novo" Mineirão, cabe se perguntar se toda esta "beleza" das nossas "arenas" nos custa somente seus valores nominais - que já são enormes - para as obras?
Certamente que não.
Mas tem outra coisa que chama a atenção. Às vezes, me parece que estes parasitas possuem uma visão muito mais otimista do Brasil do que nós mesmos podemos verificar.
Excesso de democracia? Quem dera...
Com democracia em excesso, eles não teriam feito nem um décimo do estrago que já estão causando, muito antes da bola rolar.
Até o Castelão eles conseguiram esvaziar...
Valeu,
Bruno Porpetta
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