O Brasil, na estreia da Copa em casa, contra a Croácia, veio no espírito do Vai Ter Cópula!
O time demorou a entrar no jogo. Um tanto pela ansiedade de resolver logo a parada, diante de uma torcida mal educada que vaiou e xingou a Presidenta Dilma de uma forma vil, partindo da área VIP onde estavam artistas que já se manifestam publicamente a favor da candidatura de Aécio, o demônio da vez.
Outro tanto, porque Oscar demorou a entrar no jogo. O melhor em campo jogou por 75 minutos. Nos primeiros 15, errou tudo o que tentou, tanto passes curtos como dribles.
Coube ao Brasil inaugurar o marcador. O lateral-esquerdo Marcelo - que fez boa partida, diga-se de passagem - acabou botando pra dentro um cruzamento de Olic - o melhor croata em campo.
Aí o Brasil acordou, passou a tocar mais a bola, a ter mais paciência. Os croatas não davam muitos espaços e o empate só poderia sair do jeito que saiu, em jogada individual de Neymar que, diante do goleiro gigante Pletikosa, bateu sacanamente por baixo, bem no cantinho.
A tragédia croata já estava anunciada. Antes sair com um 0x0 no primeiro tempo do que permitir o empate, que colocou a torcida (se é que dá pra chamar aquilo de torcida, sem um preto no estádio) dentro de campo.
No segundo tempo, a despeito da opinião de muitos, o Brasil foi muito bem. Teve mais tranquilidade que no início do primeiro, tocou bem a bola, não deu muitos espaços para a Croácia.
Quando a Croácia equilibrou um pouco mais as ações, o juiz japonês - por incrível que pareça - viu demais no lance de Fred dentro da área. Deu um pênalti que, só com muito boa vontade, alguém poderia marcar.
Neymar bateu mal, mas fez. Quase mandou um telegrama para Pletikosa, dizendo onde iria bater.
Com 2 a 1 no placar, o Brasil relaxou ainda mais. Tanto que permitiu alguns sustos, mas fundamentalmente a Croácia chegava em chutes de fora da área, onde Julio Cesar pegou duas bolas, mas ainda não inspirou a confiança necessária que se precisa ter em um goleiro numa Copa.
Só um parêntese, se o Flamengo trouxer o Julio Cesar, não tem problema. Ele não jogará Copa do Mundo pelo Flamengo, então serve bem.
De qualquer forma, o Brasil foi senhor do jogo no segundo tempo. Com ou sem pênalti, resolveria a partida em algum momento.
E foi assim, com tamanha superioridade, que Oscar fez um golaço, coroando sua excelente atuação. Com o biquinho a la Romário. Mandou qualquer especulação sobre sua saída do time para as cucuias.
Os croatas estão revoltados com o pênalti, e com razão. Mas não jogaram tanto a ponto de impedir a derrota.
Em pleno dia dos namorados, o Brasil fez do seu jogo uma noite de amor. Começou duro, terminou mole.
Valeu,
Bruno Porpetta
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Chegou a hora!
Para os entusiastas e pessimistas, amantes do futebol e os que não tão nem aí, para torcedores e manifestantes, começa hoje a Copa do Mundo no Brasil.
Às 17hs (porque cerimônia de abertura é absolutamente irrelevante), vai rolar a bola pela primeira vez no Itaquerão (não Andrés Sanchez, não vou chamar o estádio como você quer, se vira nos naming rights) entre Brasil e Croácia.
Se por um lado, quem vai ao estádio não tem o que temer, por outro quem vai à manifestação deve enfrentar uma repressão tremenda em nome do sossego de quem ganha mais com o evento: os patrocinadores.
Nosso país está alugado temporariamente à FIFA e seus mantenedores, o que provocará a sensação de que tudo está na mais perfeita ordem para quem vê pela televisão. E é esse o intuito.
Um produto como a Copa do Mundo (e a FIFA trata como um produto mesmo) tem que parecer agradável aos olhos de quem o consome, e é com isso que o alto escalão dos cartolas se preocupa.
Se lá na Europa estiverem vendo o jogo no Itaquerão como se vê em Johannesburgo, ou em Berlim, o propósito foi cumprido.
Nosso povo é, quando conveniente, um mero acessório.
Pra além disso, é tudo campanha eleitoral antecipada. Mas como, durante a Copa, sou mais torcedor do que militante, a linha será o "que venha o hexa e dane-se a FIFA".
Valeu,
Bruno Porpetta
Às 17hs (porque cerimônia de abertura é absolutamente irrelevante), vai rolar a bola pela primeira vez no Itaquerão (não Andrés Sanchez, não vou chamar o estádio como você quer, se vira nos naming rights) entre Brasil e Croácia.
Se por um lado, quem vai ao estádio não tem o que temer, por outro quem vai à manifestação deve enfrentar uma repressão tremenda em nome do sossego de quem ganha mais com o evento: os patrocinadores.
Nosso país está alugado temporariamente à FIFA e seus mantenedores, o que provocará a sensação de que tudo está na mais perfeita ordem para quem vê pela televisão. E é esse o intuito.
Um produto como a Copa do Mundo (e a FIFA trata como um produto mesmo) tem que parecer agradável aos olhos de quem o consome, e é com isso que o alto escalão dos cartolas se preocupa.
Se lá na Europa estiverem vendo o jogo no Itaquerão como se vê em Johannesburgo, ou em Berlim, o propósito foi cumprido.
Nosso povo é, quando conveniente, um mero acessório.
Pra além disso, é tudo campanha eleitoral antecipada. Mas como, durante a Copa, sou mais torcedor do que militante, a linha será o "que venha o hexa e dane-se a FIFA".
Valeu,
Bruno Porpetta
sábado, 7 de junho de 2014
Já o Havelange...
Não era nenhuma Brastemp, mas era ídolo de um grande clube. Como diria o próprio hino: "Glória do desporto nacional, ó Internacional..."
Portanto, todo o respeito ao ex-jogador Fernandão.
Não por emprestar sua imagem à RBS (afiliada da Globo nos pampas), mas porque era um bom jogador que liderou um time do Inter ao mundial interclubes. Pra não falar do Goiás, onde surgiu e também foi ídolo.
Enquanto isso, Havelange segue internado, aos 98 anos, com uma infecção respiratória... e ainda vivo.
Valeu,
Bruno Porpetta
Portanto, todo o respeito ao ex-jogador Fernandão.
Não por emprestar sua imagem à RBS (afiliada da Globo nos pampas), mas porque era um bom jogador que liderou um time do Inter ao mundial interclubes. Pra não falar do Goiás, onde surgiu e também foi ídolo.
Enquanto isso, Havelange segue internado, aos 98 anos, com uma infecção respiratória... e ainda vivo.
Valeu,
Bruno Porpetta
Enfim, a Copa...
Pois é. A despeito da "guerra de torcidas" promovida entre governo (a quem caberia ser mais sensato) e movimentos sociais diversos e cada vez menos influentes nos rumos das mobilizações populares, vai começar a Copa do Mundo. Aquela que uns dizem que vai ter, outros dizem que não vai ter.
Talvez esta tenha sido a discussão mais imbecil que eu já tenha presenciado em minha "curta" vida.
Vai ter Copa porque parte considerável do povo quer que tenha. Não devia ter porque parte considerável do povo foi expulsa de suas casas, porque usou-se a Copa como pretexto para modelos de cidade excludentes, porque a FIFA é uma quadrilha que está se especializando em assaltar países da periferia do capital e o seu "padrão" não nos interessa, porque o Brasil abriu mão de sua soberania sobre pequenas partes de seu território para satisfazer os interesses dos assaltantes.
O custo dos estádios, sinceramente, é troco de pão. Não é pelos gastos que se pega a Copa pelo calcanhar de aquiles. É pelo futuro.
Pagou-se estádios para entregá-los à iniciativa privada. Por consequência, os ingressos são caros e o povo tem tido cada vez mais dificuldades para ir aos jogos, que já são ruins "só pra ajudar".
Portanto, em minha modesta opinião, enquanto estivermos debatendo se "vai ter" ou "não vai ter", estamos andando em círculos.
Sobre a competição em si, que é realmente muito mais interessante do que os tecnocratas da FIFA, quando me pedem pra cravar uma final, digo logo Brasil x Argentina.
Por quê?
Porque são as seleções favoritas que tem menos problemas físicos e mais jogadores decisivos de todas.
França sem Ribery; Alemanha sem Reus e com Schweinsteiger, Lahm e Neuer baleados; Itália praticamente só com o Balotelli para decidir, ou rezar para se marcarem muitas faltas na entrada da área para o Pirlo bater; Uruguai só com a história na mão e Suárez baleado; Espanha com um time mais velho e uma base que não conseguiu jogar bem neste ano; Inglaterra só ganha em casa e se for roubado; Portugal eu nem coloco na lista de favoritos, mas se alguém poderia decidir a favor dos lusos, seria Cristiano Ronaldo, e este também não está com o joelho muito confiável; a Holanda, no máximo, será vice... de novo.
No fim das contas, restaram sem problemas Brasil e Argentina.
A Argentina tem Messi, um grupo fácil, um time mais equilibrado que há quatro anos atrás, torcida mais presente que em outras Copas e a camisa.
O Brasil tem Neymar, um grupo não tão fácil que pode dar mais força ao time na reta final (ou não), uma defesa mais sólida que de costume. Torcida, se estiver esperando show, pode jogar até contra, como foi ontem no amistoso em São Paulo. Camisa, nem se fala... pesa muito!
Sobre a seleção brasileira, algumas impressões bem rápidas. Oscar deve perder a vaga se não jogar mais bola contra a Croácia, o William tá voando. O time é este, mas os laterais são o nosso calcanhar de aquiles, se entra pelas costas deles como se convidados fossem os atacantes.
Se tenho um favorito para esta hipotética final? Torço pelo Brasil, mas acho que dá Argentina.
A propósito, só para não deixar de cometer rubro-negrices por aqui, o gramado do glorioso estádio José Bastos Padilha, na Gávea, está lindo! A Holanda nos deu um presentão! Falta agora somente alguém ter coragem de recolocar as arquibancadas tubulares em torno do campo e voltarmos a mandar jogos na Gávea. Arena é o c...!
Valeu,
Bruno Porpetta
domingo, 25 de maio de 2014
Reverência à tristeza
Hoje, o domingo acordou mais triste.
Morreu Washington, a metade do temido ataque do Fluminense na primeira metade da década de 80. O conhecido "Casal 20", formado com Assis.
Campeões cariocas em 1983, em um dos gols mais doloridos da história de cada rubro-negro como eu. Campeões brasileiros em 84. Uma dupla que entrou para a história do Fluminense. E do futebol.
Aí você pode se perguntar: mas quem fez o tal gol não foi o Assis? Sim. O Washington só estava ali na área para plantar a dúvida na cabeça de Raul.
Neste dia, em que o Fluminense celebra a liderança do Brasileirão (ao menos, provisória), perde um de seus artistas.
Afinal, o que faziam Washington e Assis nos gramados senão arte?
Perdemos todos que amamos futebol.
Fica a reverência de um adversário, com todo o respeito.
Valeu,
Bruno Porpetta
Morreu Washington, a metade do temido ataque do Fluminense na primeira metade da década de 80. O conhecido "Casal 20", formado com Assis.
Campeões cariocas em 1983, em um dos gols mais doloridos da história de cada rubro-negro como eu. Campeões brasileiros em 84. Uma dupla que entrou para a história do Fluminense. E do futebol.
Aí você pode se perguntar: mas quem fez o tal gol não foi o Assis? Sim. O Washington só estava ali na área para plantar a dúvida na cabeça de Raul.
Neste dia, em que o Fluminense celebra a liderança do Brasileirão (ao menos, provisória), perde um de seus artistas.
Afinal, o que faziam Washington e Assis nos gramados senão arte?
Perdemos todos que amamos futebol.
Fica a reverência de um adversário, com todo o respeito.
Valeu,
Bruno Porpetta
sábado, 24 de maio de 2014
Pitacando pelo mundo
Hoje é dia de final da UEFA Champions League!
Aproveito a oportunidade pra dar uns pitacos no que anda rolando no futebol internacional. E digo só internacional, porque nenhum time brasileiro chegou sequer às semifinais da Libertadores, o que não acontecia há 23 anos.
Na Europa, um dérbi vai definir o campeão continental. Real Madrid e Atlético de Madrid decidem a vida na tarde de hoje (para nós, lá é noite) e o time merengue tem amplo favoritismo.
Mesmo que Carlo Ancelotti faça tudo para tirar o peso do favoritismo dos ombros do seu time, não tem como. O Real é favorito porque tem um time melhor, mais caro e, ainda por cima, o Atlético é freguês.
O que pode pesar a favor do Atlético é, justamente, que em um único jogo todos esses fatores se voltem contra o Real. Afinal de contas, o Atlético se defende bem e basta achar um golzinho. Pode ser de Diego Costa, que, se jogar, provará ao mundo a teoria da "Dra. Milagre" da Sérvia e seu gel de placenta de égua.
Por aqui, na América de Bolívar, as semifinais já determinaram uma final inédita e um campeão inédito.
Bolívar (BOL), Nacional (PAR), San Lorenzo (ARG) e Defensor (URU) tem nas mãos a chance de levantar o caneco pela primeira vez e, é bom que se diga, por mole dado pelos brasileiros. Mais uma vez, nossos clubes chegaram à principal competição do continente com status de prováveis campeões, com mais dinheiro, tudo a favor. Só faltou o futebol.
E é este "mísero detalhe" que determina a coisa toda. Inclusive, pode decidir na Europa também, por que não?
Na minha modesta opinião, o San Lorenzo é favorito entre os quatro, mas isso tem sido irrelevante na Libertadores. Os caras ainda tem a torcida do Papa, pra piorar pros outros.
Embora eu prefira o Defensor, pela história bonita contra a ditadura uruguaia.
E na Europa, vou torcer pelo Atlético. Porque eu não gosto do Real mesmo.
Que venha a Copa...
Valeu,
Bruno Porpetta
Aproveito a oportunidade pra dar uns pitacos no que anda rolando no futebol internacional. E digo só internacional, porque nenhum time brasileiro chegou sequer às semifinais da Libertadores, o que não acontecia há 23 anos.
Na Europa, um dérbi vai definir o campeão continental. Real Madrid e Atlético de Madrid decidem a vida na tarde de hoje (para nós, lá é noite) e o time merengue tem amplo favoritismo.
Mesmo que Carlo Ancelotti faça tudo para tirar o peso do favoritismo dos ombros do seu time, não tem como. O Real é favorito porque tem um time melhor, mais caro e, ainda por cima, o Atlético é freguês.
O que pode pesar a favor do Atlético é, justamente, que em um único jogo todos esses fatores se voltem contra o Real. Afinal de contas, o Atlético se defende bem e basta achar um golzinho. Pode ser de Diego Costa, que, se jogar, provará ao mundo a teoria da "Dra. Milagre" da Sérvia e seu gel de placenta de égua.
Por aqui, na América de Bolívar, as semifinais já determinaram uma final inédita e um campeão inédito.
Bolívar (BOL), Nacional (PAR), San Lorenzo (ARG) e Defensor (URU) tem nas mãos a chance de levantar o caneco pela primeira vez e, é bom que se diga, por mole dado pelos brasileiros. Mais uma vez, nossos clubes chegaram à principal competição do continente com status de prováveis campeões, com mais dinheiro, tudo a favor. Só faltou o futebol.
E é este "mísero detalhe" que determina a coisa toda. Inclusive, pode decidir na Europa também, por que não?
Na minha modesta opinião, o San Lorenzo é favorito entre os quatro, mas isso tem sido irrelevante na Libertadores. Os caras ainda tem a torcida do Papa, pra piorar pros outros.
Embora eu prefira o Defensor, pela história bonita contra a ditadura uruguaia.
E na Europa, vou torcer pelo Atlético. Porque eu não gosto do Real mesmo.
Que venha a Copa...
Valeu,
Bruno Porpetta
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Não estamos tão mal assim
Era evidente que a convocação de Felipão não teria grandes polêmicas.
Afinal de contas, não existe mais nenhum Romário a assombrar o sono do treinador. Aliás, este é o grande problema, não há ninguém!
Sabia-se, há quatro anos atrás, que a seleção que iria a Copa teria Neymar, Ganso e mais 21. Pois bem, não temos mais Ganso, que não fez nada por merecer a convocação desde quando entrou às turras com o Santos porque queria ganhar tanto quanto Neymar, sem ter jogado metade do número de jogos que o "moicano" da época jogou.
A período de lesão de Ganso mexeu demais com a cabeça dele. Mas quer saber? Fosse eu o treinador, ele estaria entre os 23.
Não vejo a convocação de Henrique para a zaga como uma bizarrice. Joga menos que o Miranda? Joga! Mas ninguém falava de Miranda até o Atlético de Madrid botar Real e Barcelona no chinelo no campeonato espanhol. Aí veio a cobrança. Justa, diga-se de passagem.
Eu convocaria Miranda! Mas não vejo Henrique como um inútil.
Robinho, seria só pra fazer jus ao álbum mesmo. Não via a menor necessidade em sequer cogitar esta hipótese.
Do restante, é só Neymar e o resto mesmo. Não estamos tão bem servidos assim, a ponto de criar muita polêmica em torno desta convocação.
De qualquer forma, é sempre bom dar uma sapeada por aí, pra ver o que nossos adversários andam aprontando.
Pois bem, hoje vi a convocação da Alemanha para a Copa.
Os caras estão repletos de gente boa no meio-campo. Nenhum gênio, mas muita gente boa.
Em compensação, no ataque a coisa tá escassa. Foram dois pré-convocados no ofício pérfuro-cortante do ataque, e um deles deve cair.
No fim das contas, cabe apenas a Miroslav Klose a tarefa de bater no peito e dizer: sou atacante!
Com zagueiros como os nossos, é possível vencer este duelo.
Mas resumindo, cada seleção está lambendo as próprias feridas por suas carências em determinadas posições. Não estamos sozinhos nessa.
Com isso digo que o Brasil é o maior favorito ao título? Não!
É um dos...
Quando tá todo mundo carente, quem tem um time razoavelmente organizado e um cara genial pra decidir leva alguma vantagem.
É o caso da Argentina, por exemplo...
Valeu,
Bruno Porpetta
Afinal de contas, não existe mais nenhum Romário a assombrar o sono do treinador. Aliás, este é o grande problema, não há ninguém!
Sabia-se, há quatro anos atrás, que a seleção que iria a Copa teria Neymar, Ganso e mais 21. Pois bem, não temos mais Ganso, que não fez nada por merecer a convocação desde quando entrou às turras com o Santos porque queria ganhar tanto quanto Neymar, sem ter jogado metade do número de jogos que o "moicano" da época jogou.
A período de lesão de Ganso mexeu demais com a cabeça dele. Mas quer saber? Fosse eu o treinador, ele estaria entre os 23.
Não vejo a convocação de Henrique para a zaga como uma bizarrice. Joga menos que o Miranda? Joga! Mas ninguém falava de Miranda até o Atlético de Madrid botar Real e Barcelona no chinelo no campeonato espanhol. Aí veio a cobrança. Justa, diga-se de passagem.
Eu convocaria Miranda! Mas não vejo Henrique como um inútil.
Robinho, seria só pra fazer jus ao álbum mesmo. Não via a menor necessidade em sequer cogitar esta hipótese.
Do restante, é só Neymar e o resto mesmo. Não estamos tão bem servidos assim, a ponto de criar muita polêmica em torno desta convocação.
De qualquer forma, é sempre bom dar uma sapeada por aí, pra ver o que nossos adversários andam aprontando.
Pois bem, hoje vi a convocação da Alemanha para a Copa.
Os caras estão repletos de gente boa no meio-campo. Nenhum gênio, mas muita gente boa.
Em compensação, no ataque a coisa tá escassa. Foram dois pré-convocados no ofício pérfuro-cortante do ataque, e um deles deve cair.
No fim das contas, cabe apenas a Miroslav Klose a tarefa de bater no peito e dizer: sou atacante!
Com zagueiros como os nossos, é possível vencer este duelo.
Mas resumindo, cada seleção está lambendo as próprias feridas por suas carências em determinadas posições. Não estamos sozinhos nessa.
Com isso digo que o Brasil é o maior favorito ao título? Não!
É um dos...
Quando tá todo mundo carente, quem tem um time razoavelmente organizado e um cara genial pra decidir leva alguma vantagem.
É o caso da Argentina, por exemplo...
Valeu,
Bruno Porpetta
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