domingo, 11 de setembro de 2011

O 11 de setembro que a Globo não conta

Era um 11 de setembro!

Há 38 anos, a democracia sofria um atentado tão inesquecível, quanto assassino.

O golpe militar chileno dado em 11 de setembro de 1973, com o assassinato de Salvador Allende, presidente socialista eleito sob a insígnia da transformação social mais profunda que a nossa América testemunharia, soterrou o país em uma sangrenta ditadura que durou exatos 16 anos e 6 meses.

Somando-se os corpos encontrados aos eternamente desaparecidos, o número de vítimas deste atentado supera, e muito, os mortos do ataque de Bin Laden ao World Trade Center.





Se a democracia chilena foi silenciada por todo esse tempo, e seu retorno se deu sob bases neoliberais, muito diferentes da mudança proposta por Allende, ao menos sobrou, ao povo chileno e de toda a América Latina, o direito de sonhar e lutar por justiça social, por comida, terra, teto, escola e demais direitos que nos são insistentemente negados pelas elites subalternas às vontades do Tio Sam.

E em nome deste sonho, Allende vive!

"Colocado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E os digo que tenho a certeza de que a semente que entregaremos à consciência de milhares e milhares de chilenos não poderar ser cegada definitivamente. Trabalhadores de minha Pátria! Tenho fé no Chile e em seu destino. Superarão outros homens nesse momento cinza e amargo onde a traição pretende se impor. Sigam vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor." Salvador Allende, 11 de setembro de 1973





Valeu,

Bruno Porpetta

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mil vezes Rogério Ceni

Eu digo, repito e não me canso de afirmar que Rogério Ceni é, além de um dos grandes goleiros da história do nosso futebol, um chato de galocha e conservador.

Alguém que, desde os gramados, já demonstra "vocação" para cartola, no pior sentido do termo, não pode ser considerado um exemplo neste aspecto.

Como goleiro, sim! É um baita goleiro! E com mais de 100 gols marcados, inevitavelmente, já fez história.

E hoje, de novo.

Há 1000 jogos defendendo bolas impossíveis e posições conservadoras


Rogério completou 1000 jogos pelo São Paulo FC, hoje contra o Atlético-MG, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com isso, se torna o terceiro jogador da história do Brasil a estabelecer o milhar pelo mesmo clube. Antes dele, só Pelé (1114 jogos pelo Santos) e Roberto Dinamite (1065 jogos pelo Vasco).

E Ceni ainda não dá pinta de que vai parar.

O que impressiona, é que algumas lendas de clubes europeus, como Ryan Giggs (Manchester United), Raúl Gonzalez (ex-Real Madrid) e Paolo Maldini (ex-Milan) são recordistas de jogos pelos  mesmos clubes, em períodos até maiores - o camisa 3 rossonero jogou por 25 anos no clube, contra 21 de RC - detêm marcas mais modestas.

Mais um indício de que a frequência de jogos no Brasil anda um pouco elevada demais. Não é mesmo, dona CBF?


Valeu,

Bruno Porpetta

Duque de Caxias: nem aqui, nem na Sapucaí

O Duque de Caxias perdeu desta vez, em casa, para o Salgueiro, por 2 a 1.

Tudo bem. Sabemos que é o time da região do polígono do orégano, em Pernambuco. Mas que dá uma piada pronta, isso dá!

Imagina se fosse a Unidos da Tijuca, sob o comando de Paulo Barros - o José Mourinho do carnaval carioca, em suas qualidades e defeitos. O Duque levava uns cinco!






Valeu,

Bruno Porpetta

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Freddie e o sexo

Ontem, Freddie Mercury faria 65 anos, caso tivesse comemorado o dia de hoje com camisinha.

Hoje é o Dia Internacional do Sexo!

Este vídeo abaixo, mata dois coelhos com uma cajadada só.

Ao mesmo tempo, homenageia esta voz maravilhosa e eterna, além de, convenhamos, para quem quer comemorar o dia de hoje, cante essa música no ouvido de alguém.

Batata!





Valeu,

Bruno Porpetta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Peidar é humano!

A flatulência é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa, ou não, e possui um odor fétido. É composta de gás metano, cuja densidade é menor que o oxigênio, o que faz com que ele suba rapidamente. O odor é resultado de pequenas quantidades de gás sulfídrico, enxofre (pode culpar o diabo!) e os mercaptanos livres na mistura.

Como ele contribui 21 vezes mais que o dióxido de carbono para o efeito estufa (seu peido é pior que o seu carro para o meio-ambiente), os jogadores do Flamengo podem todos ir aos treinos com seus luxuosos possantes. Desde que estejam devidamente revisados, não emitindo gases em excesso para o já estimado buraco da camada de ozônio.

Peidar dentro do carro então, nem pensar!





Na ausência de bons motivos para provocar uma crise no Flamengo, ou tentando abafar os mesmos, um simples peidinho soprou a farofa do time.



Depois de cinco jogos sem vitória, durante a preleção para o jogo contra o Bahia, realizada no sábado, um peido teria tirado Luxemburgo do sério. A ponto de estar procurando o autor do flato até agora!

Ao que consta, o peido foi daqueles bem ruidosos. Dos que quase rasgam a cueca. Pode imaginar-se, inclusive, que tenha deixado rastros. A famosa "freada de bicicleta"!

O time, indolente até o osso no jogo de ontem, estaria respondendo ao chilique do treinador diante de tal ofensa olfativa.



Diante do patetismo do fato (ou do flato), fica até difícil emitir uma opinião a respeito do sexto jogo sem êxito da equipe rubro-negra.

O que foi aquilo? Para não entregar um peidão, peidemos todos?

De qualquer forma, o motivo para o chilique do "pofexô", se não consegue ser inodoro, é absolutamente insuficiente para justificá-lo. Igualmente descabida também foi a reação do time ao fato (entre fatos e flatos, até eu já estou perdido).

Ainda que fosse dentro do elevador, onde o autor do dito cujo olha para cima - fingindo um ar blasé - como se nada tivesse acontecido, podendo até mesmo assobiar para disfarçar a tensão imposta aos demais, e a si próprio. Não faria sentido algum, toda esta repercussão a um simples peido!

Quais seriam as "punições" possíveis? O autor vai peidar em separado do elenco? Corta-se o feijão e o repolho das refeições?

Por favor, ou se abre o jogo sobre o que está acontecendo, ou se resolve isso logo de uma vez. Porque esta "crise do peido" é uma das histórias mais ridículas do nosso futebol!

Vai que o peido pesa? Aí, dá m...


Valeu,

Bruno Porpetta





A Santa Paz de Sérgio Cabral (o filho)

Vídeo mostra sob quais condições se dá o processo de pacificação no Morro do Alemão, zona norte do Rio.

Já dizia o Rappa, outrora: "Essa é a paz que eu não quero seguir admitindo..."





Valeu,

Bruno Porpetta

domingo, 4 de setembro de 2011

O papel libertador do bar







Ai meu Deeeeeeeeeeeeus!!!




Sexta-feira. A proximidade do fim de semana, em si, é renovadora.

Aos cinco dias consecutivos de trabalho, ou aula, ou os dois, a perspectiva aberta pelo fim de semana se inicia na manhã de sexta-feira. Parece que o caminho de ida para o cumprimento de suas obrigações cotidianas já é mais leve.

Se chove, é o alívio de quem sabe que é o último dia de tortura laboral a que somos submetidos. A começar pelo trânsito intenso, o transporte coletivo, em geral, lotado, o mesmo enredo sempre. Depois vem a labuta, propriamente dita. Goste-se ou não, a obrigação de fazer já é aviltante. Por que não se dispensam as formalidades de horários e frequência? Mesmo o que se gosta de fazer, se faz melhor quando se faz no momento que se quer.

Né não?



Mas não só isso! Chuva é, para quem se dispõe, sinônimo de amor. Ficar debaixo das cobertas com quem se ama (nem que por uma noite) é tão acolhedor quanto "indecente".

Quando faz sol, é a oitava maravilha do mundo! A praia, a noite, o próprio amor, tudo parece que fica mais visível e, notoriamente, bonito.

Até aquela mala do seu chefe não incomoda tanto. O seu professor de Estatística, com aquela aula bíblica sobre probabilidades, provavelmente não tem a menor consciência do quanto sua aula é dispensável, sob o ponto de vista concreto, numa sexta-feira.

Fora que o calor - ah, o calor! - é de matar. Com o passar do dia, uma secura toma conta da boca, e não há água que faça passar.

Quando findam as obrigações, a casa parece muito mais distante do que antes. O trânsito fica mais congestionado, o transporte coletivo ainda mais cheio. Nesta hora, parece não haver muita alternativa. O oásis da esperança é o bar!

Assim mesmo, suando....


Com chuva, nada melhor do que o toldo do bar para proteger. Todo mundo fica lá, sequinho, bonitinho. Daí, ou já emenda com a noite, ou vai pra casa mais relaxado.

Se o tempo tá bom, melhor ainda! Lembra aquele calor todo? Parece que não existe, a cada gole da cerveja mais gelada que houver nessa vida.

O bar é, acima de tudo, um espaço democrático por excelência. Se tem uma mesa da "canhota", na outra estão os conservadores. Se tem gente que bebe, outros vão só no refrigerante. Tem homem, tem mulher, que se gostam entre si, não necessariamente nesta ordem, ou até de ambos.

                                        O verdadeiro boteco!


E quando se fala em bar, não se fala naquelas mega redes que se proclamam "botecos", que, no máximo, são restaurantes com cerveja, e preços escandalosamente elitistas. O bar é, antes de qualquer coisa, acessível a todo mundo.

Sendo o bar, o destino favorito de toda essa gente que trabalha, ou estuda, às sextas-feiras, o efeito libertador que o mesmo cumpre com relação à opressão semanal da obrigação é latente.

Tão latente, que não contentes, as sextas se tornam segundas, terças, quartas e quintas.

Sábados e domingos, trabalho ou estudo são quase homicídios. E aí é o bar, na verdade, que se torna uma obrigação.

Certo ou errado?


Valeu,


Bruno Porpetta


P.S. 1: Este que vos escreve já não bebe mais, mas recomenda ainda assim.

P.S. 2: De fato, hoje não estou com a menor paciência para falar de futebol.