sábado, 25 de dezembro de 2010

Eurocopa: uma mini Copa do Mundo?

Muitos dizem que a Eurocopa é uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, tamanha sua magnitude enquanto torneio.

Ok, é um grande torneio!

Mas tem duas diferenças que fazem um abismo entre a Euro e a Copa.

Primeira, não tem Brasil e Argentina.

Segunda, a Grécia NUNCA seria campeã de uma Copa do Mundo.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Publicado em junho 11, 2008 de 12:51 am

A Bahia dos carlistas genéricos e lulistas transgênicos

Jorge Almeida

A campanha eleitoral de 2008 na Bahia está trazendo um verdadeiro show de coligações cruzadas, onde o único critério é o de supostamente somar votos, não importando programa político nem, muito menos, critérios ideológicos. Um exemplo disso será a eleição para prefeito da capital. O atual prefeito, João Henrique Carneiro, foi eleito em 2004 depois de 8 anos de mandato de Antonio Imbassahy, na época filiado ao PFL carlista. Montou uma imensa coligação, na qual estavam seu partido (na época o PDT), mais PSDB, PT, PCdoB, PSB, PMDB, PTB e muitos outros menores. O fracasso de sua administração, com a consequente queda na avaliação das pesquisas, e a derrota do carlismo nas eleições de 2006 seguida da morte do senador Antonio Carlos Magalhães em 2007, aprofundou a desagregação do carlismo e a confusão no que outrora foi conhecido como anti-carlismo no estado.

Neste quadro, o prefeito João Henrique (agora no PMDB), acabou de selar uma aliança eleitoral com Edvaldo Brito (PTB) em que este será o candidato a vice-prefeito da capital em sua chapa.

Mas quem botou o selo de ouro na aliança foi o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) quando, no ato de lançamento da chapa, numa declaração bombástica, acusou alguns adversários, como Antonio Imbassahy (ex- PFL e agora PSDB), de “carlistas genéricos”, se referindo aos ex-aliados do senador ACM. Já para o deputado federal ACM Neto (DEM), que também é candidato a prefeito, usou o adjetivo de “carlista verdadeiro”.

Agora, sua coligação está com 8 partidos: PMDB-PTB-PP- PSC-PDT-PRTB- PSL-PHS.

Mas quem são os principais aliados de João Henrique e Geddel?

Edivaldo Brito foi prefeito biônico de Salvador, indicado pela ditadura, quando o seu partido era a Arena. Depois, foi para o PTB, partido que, na Bahia, renasceu em 1979 nas mãos do carlismo. Neste partido, foi candidato a prefeito (derrotado) de Salvador em 1985 coligado ao PDS, que era o herdeiro genético da Arena. Garantindo sua candidatura, estavam o então ministro das comunicações do governo Sarney, ACM (PDS), e o então governador João Durval Carneiro (PDS). Como se vê, naquela época, eram todos “carlistas verdadeiros”. Depois, Brito foi para São Paulo, sendo secretário da justiça do prefeito Celso Pitta, um verdadeiro malufista, do PPB, a nova denominação do PDS e da Arena.

O outro partido importante da coligação em Salvador é o PP, ou seja, justamente o novíssimo herdeiro genético da Arena, do PDS e do PPB. Em São Paulo, até hoje malufista. Na Bahia, historicamente “verdadeiro carlista”.

Finalmente, o próprio PMDB, antigamente anti-carlista. Atualmente, abrigo de ex-apoiadores (sinceros e leais ou não) de ACM. Entre eles, o próprio ministro Geddel Vieira Lima (ex-carlista e atual lulista) e o prefeito João Henrique Carneiro (hoje no PMDB). João Henrique é filho do senador João Durval Carneiro (hoje no PDT), irmão do deputado federal Sérgio Carneiro (hoje no PT), cunhado do também deputado federal Sérgio Brito (PDT) e marido da deputada estadual Maria Luíza (PMDB). Como se vê, uma família supra-partidá ria e, assim como Geddel, todos, na própria linguagem geddeliana, “carlistas genéricos” ou seja, ex “carlistas verdadeiros”.

Ocorre que, no momento, todos estes “carlistas genéricos” são também “lulistas transgênicos”, pois, como diz o ditado, a carne é fraca e a genética também. Todos são políticos e partidos da base dos governos de Jaques Wagner e Lula da Silva, ambos do PT. E, na Bahia, estão na base até os genéricos tucanos do PSDB – e sem nenhuma reclamação da Executiva Nacional do PT, nem de qualquer de suas tendências internas.

O presidente Lula da Silva já disse que prefere apoiar João Henrique, que está chefiado pelo trator da Transposição do São Francisco, Geddel Vieira Lima. Jaques Wagner, também disse que preferia João Henrique (PMDB) ou mesmo Antonio Imbassahy (PSDB).

Mas, depois de muita indecisão e de ter ficado três anos e quatro meses participando do governo João Henrique, o PT resolveu entregar suas quatro secretarias na prefeitura (inclusive a Secretaria de Governo e a de Saúde) e sair atirando. Atirando no prefeito e caçando aliados onde puder, inclusive no PTB, PP e PR.

Por isso, parece que todas as correntes petistas ficaram sentidas por perder o apoio do genérico Edvaldo Brito, do seu PTB e do PP. Mas eles ainda têm esperanças em se aliançar com o senador César Borges (hoje no PR, depois de ter passado pela Arena, PDS, PFL e DEM). Este, que agora apóia Jacques Wagner, também é carlista. Há dúvidas se “verdadeiro” ou “genérico”. Mas isto não é mais problema. Por um lado, porque ele já foi devidamente transmutado em lulista transgênico. Por outro, depois da mutação do próprio PT, não existem mais barreiras deste tipo.

Talvez Borges acabe apoiando o jovem ACM (DEM, filho do PFL, neto do PDS e bisneto da Arena), “carlista verdadeiro”, mas não se sabe até quando. Afinal, até o velho senador teve seu momento de transgenia lulista.

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Jorge Almeida é professor de Ciência Política da UFBA e Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Autor de Como vota o brasileiro e de Marketing político, hegemonia e contra-hegemonia. jorgealm@uol. com.br

Publicado em maio 27, 2008 de 9:04 pm

A chatice da isenção

Não há nada mais chato no futebol do que o isento!

Enquanto torcedores apaixonados pelos seus clubes se engalfinham em jogos eliminatórios, o isento senta-se no meio do sofá. Entre botafoguenses e corinthianos, entre sãopaulinos e tricolores das Laranjeiras. Enquanto para o torcedor, seu time está jogando melhor e é roubado pela arbitragem, para o isento resta a análise precisa dos lances, sem o olhar cego do apaixonado.

O apaixonado, como eu sou tratando-se do meu clube do coração, não quer análises, quer gols, quer belos lances, quer raça, e quer matar o árbitro que impede cruelmente a vitória do seu time.

Mas neste meio de semana, eu não estive como apaixonado, por conta da vergonha que meu time me fez passar exatamente numa noite de meio de semana. Estava como isento!

Não conseguia torcer por ninguém. Nem por Corinthians, muito menos pelo Botafogo. Nem pelo São Paulo, e muuuuuito menos pelo Fluminense.

Então assisti às duas partidas, sendo uma na terça (Copa do Brasil) e outra na quarta (Libertadores, e toda a lembrança triste que esse nome me traz…), no papel de isento.

E fui chato, muito chato. Eu e minhas corretas análises. Eu e minhas exigentes súplicas por bom futebol. Eu e meu “dane-se” para o resultado. Tudo ao contrário do que todos os torcedores queriam. Eles queriam sangue e vitória. Eu só queria futebol.

E futebol foi tudo o que não houve entre Corinthians e Botafogo. Tal como foi o que houve entre Fluminense e São Paulo.

No primeiro jogo, os times queriam mostrar quem errava mais. Se no primeiro tempo, o Corinthians abusou de erros que impediram uma goleada ou uma vitória mais larga, no segundo, o Botafogo fazia questão de errar para continuar perdendo o jogo, mas em virtude do erro maior do Corinthians – que recuou demais no segundo tempo – acabou virando o jogo.

Tá em aberto ainda, o Corinthians pode se classificar. Mas o Botafogo também!

No jogo da quarta, pela Libertadores, foi diferente. Foi jogo de Libertadores. Foi jogo de futebol, na essência.

Num jogo eletrizante e bem pegado, o Fluminense foi melhor no primeiro tempo e mereceu a vantagem no placar, com gol de Washington em vacilo da defesa sãopaulina.

O São Paulo voltou melhor no segundo tempo, atacou o Fluminense dentro do Maracanã. Sem vergonha de jogar futebol. E nessa disposição, acabou empatando o jogo, no seu monotema: bola aérea na cabeça de Adriano.

Isso mataria qualquer pretensão do Fluminense, não fosse o pé salvador de Dodô, que bateu cruzado no canto para fazer 2×1 Fluminense, apenas um minuto após o gol do São Paulo. Aí o Fluminense se classificou.

Daí em diante foi o Fluminense atacando e o São Paulo só no contra-ataque. E poderia dar qualquer coisa!

Mas o Maracanã pune a soberba e o mau futebol. Puniu o Flamengo pela soberba, e puniu o São Paulo pelo mau futebol. Um time que vive de bolas aéreas na área não merece a Libertadores. Não merece derrotar o bom futebol. O Fluminense jogava bem, atacava com perigo forçando algumas grandes defesas de Rogério Ceni, tocava bem a bola e tinha Conca. Este sim é o craque do Fluminense!

Aos 46 do segundo tempo – de forma sofrida como o Maracanã exige – o Fluminense tem escanteio para a cobrança de Thiago Neves, este que cobrou na área com perfeição, na cabeça deste grande centroavante chamado Washington. E o bom artilheiro nunca perdoa. Com uma cabeçada certeira no ângulo faz 3×1 Fluminense e liquida a fatura.

O São Paulo é condenado sumariamente por fazer aquilo que nem o futebol inglês faz mais. A dependência do chuveirinho é mortal, e o São Paulo morreu na Libertadores.

Já o Fluminense agora reza e torce pelo Santos. Pois se o Santos cair amanhã contra o maldito América do México, o Flu pega o Boca. E aí, meu amigo, é outra história!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Publicado em maio 22, 2008 de 4:13 am

Ronaldo e as travestis

Há algum tempo queria escrever sobre isso, mas só estou conseguindo agora.

Existem dois pontos de vista que gostaria de abordar.

O primeiro é o que realmente penso. Ronaldo pode até estar com a razão e, nesse caso, as travestis devem ser processadas por tentativa de extorsão. Mas o papel do delegado é investigar qualquer versão!

Dane-se o que o delegado acha ou o que deixa de achar. Só pode concluir que Ronaldo tem razão depois de investigar, só pode concluir que Ronaldo não havia bebido ou consumido drogas ilícitas depois de fazer exames que chegassem a esse resultado.

Ele foi tão fanfarrão que ainda tentou amenizar sua falta de profissionalismo com frases do tipo: “os travestis devem ser respeitados” e coisas do tipo. Eles devem ser respeitados independentemente dos dizeres do delegado, pois ali não devem ser tratados como travestis, mas sim como partes de um processo, onde podem ser réus ou acusadores, desde que se deparem com delegados sérios, o que, mais uma vez, não foi o caso.

Quanto a Ronaldo, não se pode condená-lo porque sai com travestis porque isso é assunto da vida pessoal dele. Aos demais interessa apenas o que ele faz no campo! Fora dele, é assunto dele.

Mas como nossa digníssima imprensa não consegue ficar dois dias sem falar bobagem, já tem matéria de capa na Veja pra comparar Ronaldo à Maradona por conta dos escândalos, dizendo que Ronaldo poderia ser um Pelé, mas optou por ser Maradona. Quem dera!

Pelé foi o maior jogador da história do futebol. Nunca foi superado, e creio que nem o será. Mas pra além disso é um empresário de tão poucos escrúpulos como qualquer outro.

Maradona, se não foi melhor que Pelé no futebol, foi pelo menos o que chegou mais perto. E pra além do campo, é um exemplo de uma boa figura pública, daquelas que conhecem o sofrimento de seu povo e diante disso tomam partido pelo povo. Tanto que ajudou a organizar um ato que reuniu 40 mil pessoas na Argentina contra a vinda de Bush à América do Sul.

Tomara mesmo que Ronaldo venha a ser igual ao Maradona. Seria um grande serviço prestado ao povo brasileiro. Pena que isso é muito difícil se concretizar.

Mas o que dizer da Veja? Que consegue transformar qualquer trivialidade em uma ode à moral de quem lhe paga, o grande capital. Que se dane a Veja e seu jornalismo panfletário da exploração!

O segundo ponto de vista, é o que penso com meus botões.

Ronaldo é livre pra sair com quem quiser, mas tinha que ser com a camisa do Flamengo???

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Publicado em maio 7, 2008 de 12:14 am

A espetacularização da notícia II

Ontem foi o dia da reapresentação do casal Fernando Nardoni e Ana Carolina Jatobá à delegacia do 9º Distrito Policial, no bairro do Carandiru, em São Paulo, marcada para às 10:30h.

Desde ontem, a polícia já havia preparado um grande aparato para a imprensa em frente à delegacia, com toldo para proteger os equipamentos e espaço reservado na rua para os veículos de comunicação.

Na frente da casa da família Nardoni haviam inúmeros repórteres e populares à espera daqueles que vem monopolizando a atenção da imprensa nas últimas duas semanas. Todos sabiam onde eles haviam dormido, o que fizeram na noite anterior, a que horas saiu o carro do pai de Fernando, a que horas voltou, com quem, como, por que… tudo! Absolutamente tudo!

Ao mesmo tempo, os parlamentares aprovavam o aumento da verba de gabinete para 60 mil reais; a tocha olímpica dá a volta ao mundo em 80 exércitos, devido à grandes manifestações contra o governo chinês referentes à questão do Tibet; o preço dos alimentos é discutido em todo o mundo, para uns devido à enorme quantidade de bocas para comer, para outros devido à grande quantidade de cana e eucalipto que deixa essa enorme quantidade de bocas à míngua, ficando eu com a segunda alternativa; Iraque e Afeganistão continuam sob invasão estadunidense e milhares de pessoas já morreram nestes países, além de milhares que ainda hão de morrer; o fanfarrão fascista Silvio Berlusconi reassume a presidência da Itália, fazendo-a andar mais ainda para trás do que fez Romano Prodi e seu socialismo de araque; no Rio, já passa de uma centena o número de mortos pela dengue.

Mas a imprensa ignora o mundo e foca suas atenções naquilo que nos conforta, ver a justiça ser feita no Caso Isabella. É Isabella de manhã até a noite. A polícia, que também gosta de ser celebridade, exercita seu lado CSI (Crime Scene Investigation) – seriado estadunidense que trata de um departamento da polícia que é especializado em desvendar crimes utilizando-se de alta tecnologia na coleta de provas no local do crime e desenvolvida técnica de perícia criminal e perspicácia policial – divulgando tudo e nada ao mesmo tempo, desde que os refletores da imprensa não saiam da frente da delegacia. Em caso de sucesso na investigação, três possibilidades se colocam: aumento salarial, promoção dos agentes envolvidos, ou até uma pontinha na próxima novela das oito.

Com o indiciamento do casal, a tendência é que os “pavões” do Judiciário e do Ministério Público passem a monopolizar as atenções da mídia, e nesse caso, pó facial vira instrumento de trabalho, afinal, não dá pra sair feio nas fotos e vídeos.

A história deste casal e de sua filha assassinada já beira o ridículo!

Caso se noticiassem todas as crianças mortas na periferia, muitas vezes pela ação da própria polícia, não haveriam emissoras de TV e rádio suficientes para a cobertura. Mas estas não interessam à imprensa, somentes os filhos da classe média barbaramente mortos pelos pais, ou o contrário, ou mortos por bandidos da pior espécie (espécies obviamente definidas pela mídia).

Enquanto isso, o mundo gira, mas a mídia fica parada no mesmo lugar. Numa casinha no Tucuruvi.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Publicado em abril 19, 2008 de 2:50 am

O futebol perde mais um gênio

Esta semana representou o fim da carreira de um gênio do futebol. Romário deixará saudades a todos que amam o futebol. A quem gosta da malandragem, do gol, do lance inimaginável.

Romário era o gênio da grande área. Poucos conheciam aquele espaço como ele. E ali ele se sentia dono!

Com ele, se vai uma geração.

Romário era o único toque de genialidade na seleção burocrática de Parreira, campeã em 94. Talvez por isso Parreira tenha relutado tanto em convocá-lo. Afinal, como poderia um gênio caber naquela retranca de Parreira. Mas, no futebol, gênios cabem em qualquer lugar!

Romário parou!

Mas no imaginário dos apaixonados pela bola, Romário permanece. Marrento, ousado, irreverente, até arrogante, mas acima de tudo, um craque. E aos craques, só devoção!

Felizes ficam os rubro-negros, que foram homenageados pelo gênio em entrevista à Rede Globo, onde afirmou ser a torcida que mais o emocionou em sua carreira. Mas também ficam felizes os vascaínos, tricolores, catalães, holandeses, e fãs do futebol em todo o mundo, onde ele desfilou os 1002 gols de sua carreira.

Valeu, Baixinho!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Publicado em abril 19, 2008 de 3:23 am

Beatles e a criação do mundo

Dizer que Beatles é a banda de rock mais influente da história já virou clichê. Sem temer a possibilidade de equívoco, ouso dizer que Beatles é o que há de mais influente na música, no comportamento e na evolução da espécie homo sapiens.

Beatles não se marca somente por quatro rapazes bonitos e bem vestidos, oriundos de Liverpool. Mas, principalmente, por ter criado, sob a égide do rock’n roll, o que há atualmente no pop, na música eletrônica, no grunge, no metal, e em qualquer outro estilo musical que não os de origem africana, como o samba.

Beatles criou o céu, o mar, o solo, os animais, as plantas, e tudo que há neste planeta.

Beatles criou a arquitetura, a engenharia, a sociologia, a filosofia, a política, a antropologia, a biologia, e toda e qualquer ciência que os homens comuns desenvolveram.

E digo isso porque, para além dos Beatles, somos todos comuns.

Somos incapazes de destruir, modificar, transformar, recriar, ou até copiar aquilo que os Beatles fizeram.

Isaac Newton não descobriu a gravidade, mas sim a maçã se atirou na cabeça dele enquanto ele desafinava Strawberry Fields Forever.

Graham Bell teve que desenvolver um meio de contar para os amigos que havia comprado o Sgt. Peppers. E daí veio o telefone.

A teoria da relatividade de Einstein foi desenvolvida quando alguém lhe mostrou I wanna be your man, com os Stones. Seu interlocutor dizia que aquilo era maravilhoso, Einstein respondia: “Isso é relativo, já ouviu a original com os Beatles?”

Thomas Edison descobriu a luz pois estava cansado de procurar o Abbey Road no escuro.

Back in the USSR não é uma referência à Revolução Russa, mas a Revolução Russa é uma referência à Back in the USSR.

Ou seja, não fossem os Beatles, os professores nas salas de aula permaneceriam calados por todo o tempo, pois não haveria nada a ensinar, tal como não haveria desenvolvido-se a fala e a escrita.

À junção de Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr deu-se o nome de Beatles, mas podem chamar de Big Bang.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

P.S.: Isto é uma declaração de amor aos Beatles, sob minha responsabilidade as suas conseqüências históricas. Desculpem-me pelo necessário desabafo!

Publicado em abril 1, 2008 de 1:50 pm