O Flamengo, após uma traumática eliminação na Libertadores, sagrou-se campeão carioca pela 33ª vez. Mais uma delas sobre o Vasco, que não vence uma decisão contra os rubro-negros desde o fatídico gol de Cocada, na final de 88.
Não vou discutir a justiça do resultado, porque ele de fato foi justo! O Vasco jogou muito menos do que precisava para vencer o jogo. Se teve mais presença no ataque e mais posse de bola, era óbvio. Quem precisava da vitória era o Vasco.
Foi justo, mas foi roubado.
O campeonato acabou no mesmo nível que teve durante os últimos meses. Público mixuruca, nível técnico mixuruca, arbitragem mixuruca. Ou seja, teve o fim que mereceu!
Como nasci em Santos, terra do clube mais do que acostumado a ser roubado em decisões, não tenho dúvida alguma que o Vasco foi roubado.
Entretanto, já não moro mais lá há tanto tempo...
E assim a sina se perpetua...
Valeu,
Bruno Porpetta
domingo, 13 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
Pausa para idolatria
Enquanto escrevo, o Atlético-PR decide sua vida na Libertadores, a 3600 metros acima do nível do mar, contra o The Strongest (ainda se fosse o mais fraco...), e Adriano começa a partida.
É inegável que possuo uma admiração singular pelo Imperador. Cria da Gávea, ganhou o mundo, voltou e me deu um Brasileiro de presente. Como posso não amá-lo?
Exemplo da mais genuína tradição de craques do Brasil. Temperamental (palavra usada para evitar o "maluco"), habilidoso, de origem pobre.
Mesmo que suas entrevistas sejam moldadas por cuidadosos assessores de imprensa, suas atitudes fora de campo são dignas de inveja. Ninguém no futebol atual é tão autêntico quanto Adriano. Ele é favelado, e é na favela que ele se encontra.
A propósito, Adriano foi decisivo para um reencontro da torcida do Flamengo com sua própria origem. Na favela! Toda a chamada "molambada" cantando a favela.
Quem diz que a favela é um problema na vida de Adriano o faz por ódio de classe. O problema na vida de Adriano é, na verdade, a Barra da Tijuca!
Adriano ficou rico! E assim, atraiu todo tipo de gente em torno de si. Inclusive playboys da Barra, um mundo ao qual ele não pertence. Mas esta necessidade de pertencimento é que detona o Adriano.
Muita gente não acredita, mas se Adriano quer voltar a ser um jogador de futebol profissional, tem plenas condições para tal. Indo à favela. Sem ela, Adriano não é nada.
Torço pelo dia em que o nome de Adriano esteja entre os destaques do Campeonato Brasileiro. Quem sabe já em 2014?
Valeu,
Bruno Porpetta
É inegável que possuo uma admiração singular pelo Imperador. Cria da Gávea, ganhou o mundo, voltou e me deu um Brasileiro de presente. Como posso não amá-lo?
Exemplo da mais genuína tradição de craques do Brasil. Temperamental (palavra usada para evitar o "maluco"), habilidoso, de origem pobre.
Mesmo que suas entrevistas sejam moldadas por cuidadosos assessores de imprensa, suas atitudes fora de campo são dignas de inveja. Ninguém no futebol atual é tão autêntico quanto Adriano. Ele é favelado, e é na favela que ele se encontra.
A propósito, Adriano foi decisivo para um reencontro da torcida do Flamengo com sua própria origem. Na favela! Toda a chamada "molambada" cantando a favela.
Quem diz que a favela é um problema na vida de Adriano o faz por ódio de classe. O problema na vida de Adriano é, na verdade, a Barra da Tijuca!
Adriano ficou rico! E assim, atraiu todo tipo de gente em torno de si. Inclusive playboys da Barra, um mundo ao qual ele não pertence. Mas esta necessidade de pertencimento é que detona o Adriano.
Muita gente não acredita, mas se Adriano quer voltar a ser um jogador de futebol profissional, tem plenas condições para tal. Indo à favela. Sem ela, Adriano não é nada.
Torço pelo dia em que o nome de Adriano esteja entre os destaques do Campeonato Brasileiro. Quem sabe já em 2014?
Valeu,
Bruno Porpetta
sábado, 29 de março de 2014
Que coisa, né Sr. Rubens?
Em meio a troca de farpas entre o "aclamado" Rubens Lopes, presidente da distinta FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), e o Bom Senso FC, não é que o Botafogo - um dos gigantes do Rio - pode estar prestes a entrar em greve?
Segundo o FutDados, até a penúltima rodada da Taça Guanabara, o Botafogo tinha acumulado um prejuízo de R$ 70 mil. O mesmo Botafogo que, na "eleição" da FERJ, convocou a "aclamação" para a reeleição de Rubens Lopes, ignorando as posições contrárias de Flamengo, Fluminense e Vasco.
O mesmo Botafogo que outrora prometeu pagar o que deve a seus jogadores antes de quarta-feira, mas emitiu depois um comunicado avisando que não teria previsão para pagá-los.
Este Botafogo que, às vésperas de uma partida decisiva pela Libertadores (cujo privilégio foi evidente neste início de temporada), tem seus jogadores organizando um movimento para reivindicar o óbvio: seus salários em dia.
Hoje são só 30 minutos sem fazer nada, no meio de campo, conversando sobre os próximos passos. Desde o ano passado que o time não concentra antes dos jogos. Ou seja, não é um problema tão recente. Mas quais serão os próximos passos?
O torcedor deposita suas esperanças no jogo contra o Unión Española, na quarta-feira. Mas não tem certeza se o time vai treinar para tal.
Se eu der um palpite, direi que o time deve fazer algo mais consistente depois da classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. Ou seja, após vencer o Unión Española, que garante, inclusive, a primeira colocação no grupo.
Mas voltando ao tema lá de cima, acho sintomático que o único gigante do Rio a "aclamar" Rubens Lopes esteja passando por uma situação dessas. O Botafogo é a prova cabal que os estaduais devem mudar. E mudar para melhorar a situação dos clubes - grandes e pequenos - ao invés de melhorar a situação de um punhado de dirigentes.
Ou você acha que o Sr. Rubens ganha sozinho com este circo?
Viva o Bom Senso FC!
Valeu,
Bruno Porpetta
Segundo o FutDados, até a penúltima rodada da Taça Guanabara, o Botafogo tinha acumulado um prejuízo de R$ 70 mil. O mesmo Botafogo que, na "eleição" da FERJ, convocou a "aclamação" para a reeleição de Rubens Lopes, ignorando as posições contrárias de Flamengo, Fluminense e Vasco.
O mesmo Botafogo que outrora prometeu pagar o que deve a seus jogadores antes de quarta-feira, mas emitiu depois um comunicado avisando que não teria previsão para pagá-los.
Este Botafogo que, às vésperas de uma partida decisiva pela Libertadores (cujo privilégio foi evidente neste início de temporada), tem seus jogadores organizando um movimento para reivindicar o óbvio: seus salários em dia.
Hoje são só 30 minutos sem fazer nada, no meio de campo, conversando sobre os próximos passos. Desde o ano passado que o time não concentra antes dos jogos. Ou seja, não é um problema tão recente. Mas quais serão os próximos passos?
O torcedor deposita suas esperanças no jogo contra o Unión Española, na quarta-feira. Mas não tem certeza se o time vai treinar para tal.
Se eu der um palpite, direi que o time deve fazer algo mais consistente depois da classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. Ou seja, após vencer o Unión Española, que garante, inclusive, a primeira colocação no grupo.
Mas voltando ao tema lá de cima, acho sintomático que o único gigante do Rio a "aclamar" Rubens Lopes esteja passando por uma situação dessas. O Botafogo é a prova cabal que os estaduais devem mudar. E mudar para melhorar a situação dos clubes - grandes e pequenos - ao invés de melhorar a situação de um punhado de dirigentes.
Ou você acha que o Sr. Rubens ganha sozinho com este circo?
Viva o Bom Senso FC!
Valeu,
Bruno Porpetta
domingo, 16 de março de 2014
À disposição
Meus caros e minhas caras, finalmente tô de volta!
Apesar de merecer 120 chibatadas por tamanha ausência do blog (podem deixar que eu mesmo me flagelo), enfim retorno, após defender monografia, passar carnaval, entre outras tantas coisas.
Voltei impelido pela aposentadoria de Rivaldo.
Este cara é vítima de uma das maiores injustiças da história do nosso futebol. As lembranças sobre o papel dele no pentacampeonato, em 2002, por parte da imprensa esportiva são sempre colaterais. Ele foi o maior jogador daquela seleção.
Não que Ronaldo não tenha jogado muito, mas ao elegê-lo como o "melhor jogador" daquele ano, tanto a FIFA quanto a mídia demonstram que não entendem nada de futebol.
Rivaldo não teve tanto apelo midiático, nunca foi o bonitinho da parada, nem o das melhores entrevistas. Ficou relegado a um injusto segundo plano. Devia ter uma estátua em algum lugar por onde passou, seja em Barcelona, ou no Palmeiras, ou em Mogi Mirim.
Como tantos outros, perdeu um pouco o timing de parar. Talvez porque esperasse por todos estes anos pelo justo reconhecimento que não teve. Ele não precisava disso.
Ao menos nós, que gostamos e entendemos um "cadinho" de futebol, prestemos todas as homenagens a este grande craque da nossa seleção. Ele merece!
Pra dar sentido ao título
Outro papo que eu gostaria de levar com vocês é sobre o Bolívar, time boliviano que enfrentou o Flamengo de "igual para igual" no Maracanã, na última quarta-feira.
Discordo da avaliação de alguns (muitos, quase todos) que o Bolívar é um timeco.
São necessários três quesitos para se chegar a uma vitória: técnica, tática e disposição.
O Flamengo foi superado pelo Bolívar em dois, a tática e a disposição. É inegável que na técnica o Flamengo é superior, mas ela tem sido cada vez mais o "patinho feio" dos três quesitos.
Futebol, hoje em dia, se ganha principalmente na disposição, que sobrou aos bolivianos e faltou ao Flamengo.
Esperamos que o Flamengo se vire lá no alto pra recuperar os pontos perdidos no Maracanã.
Valeu,
Bruno Porpetta
Apesar de merecer 120 chibatadas por tamanha ausência do blog (podem deixar que eu mesmo me flagelo), enfim retorno, após defender monografia, passar carnaval, entre outras tantas coisas.
Voltei impelido pela aposentadoria de Rivaldo.
Este cara é vítima de uma das maiores injustiças da história do nosso futebol. As lembranças sobre o papel dele no pentacampeonato, em 2002, por parte da imprensa esportiva são sempre colaterais. Ele foi o maior jogador daquela seleção.
Não que Ronaldo não tenha jogado muito, mas ao elegê-lo como o "melhor jogador" daquele ano, tanto a FIFA quanto a mídia demonstram que não entendem nada de futebol.
Rivaldo não teve tanto apelo midiático, nunca foi o bonitinho da parada, nem o das melhores entrevistas. Ficou relegado a um injusto segundo plano. Devia ter uma estátua em algum lugar por onde passou, seja em Barcelona, ou no Palmeiras, ou em Mogi Mirim.
Como tantos outros, perdeu um pouco o timing de parar. Talvez porque esperasse por todos estes anos pelo justo reconhecimento que não teve. Ele não precisava disso.
Ao menos nós, que gostamos e entendemos um "cadinho" de futebol, prestemos todas as homenagens a este grande craque da nossa seleção. Ele merece!
Pra dar sentido ao título
Outro papo que eu gostaria de levar com vocês é sobre o Bolívar, time boliviano que enfrentou o Flamengo de "igual para igual" no Maracanã, na última quarta-feira.
Discordo da avaliação de alguns (muitos, quase todos) que o Bolívar é um timeco.
São necessários três quesitos para se chegar a uma vitória: técnica, tática e disposição.
O Flamengo foi superado pelo Bolívar em dois, a tática e a disposição. É inegável que na técnica o Flamengo é superior, mas ela tem sido cada vez mais o "patinho feio" dos três quesitos.
Futebol, hoje em dia, se ganha principalmente na disposição, que sobrou aos bolivianos e faltou ao Flamengo.
Esperamos que o Flamengo se vire lá no alto pra recuperar os pontos perdidos no Maracanã.
Valeu,
Bruno Porpetta
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
De que lado você samba?
O dia 16 de dezembro de 2013 é uma data marcada por mais uma morte do futebol brasileiro.
Um país cujo campeonato é, mais uma vez, decidido nos tribunais.
Diferentemente do italiano, onde as relações que levaram ao rebaixamento da Juventus e deram o título a Inter de Milão eram criminosas e quem arbitrou sobre a questão foi a justiça comum, aqui temos um tribunal corporativo que se move ao sabor do vento que sopra mais forte.
É inegável que, do ponto de vista legal, a Portuguesa cometeu um equívoco primário que acabou por lhe tirar os pontos e a permanência na primeira divisão.
Da mesma forma que, falando em peso político, o Fluminense possui muito mais que a Portuguesa.
Pois bem, este post não é pra qualquer pessoa.
Quem me conhece, sabe que sou comunista. Desses chatos que não gostam de shopping center, McDonalds e outros símbolos do capitalismo, embora muitas vezes por motivos mais torpes que as teorias marxistas.
Gostaria de falar aos comunistas, aos que sonham com outra sociedade, aos que sabem que o estrito cumprimento das leis - feitas por aqueles a quem costumeiramente combatemos - favorecem aos poderosos, à legitimação da ordem hegemônica. Resumindo, à opressão de classe que dizemos lutar contra.
Sob a batuta da lei, massacramos os povos originários do Brasil. Porque, afinal de contas, as propriedades portuguesas estavam assim determinadas.
De acordo com a lei, negros e negras viveram em condições sub-humanas nas senzalas, trabalhando de sol a sol para os senhores da casa grande, sendo vendidos, trocados, devolvidos, como se fossem pedaços de carne que deterioram ao relento. Tava lá, escritinho no nosso caderno supremo de normas que nos regiam.
Pela lei, esses "vagabundos" do MST devem ser retirados à força das terras ocupadas (ou poderíamos dizer invadidas?) porque nossa constituição coloca a propriedade (mesmo concentrada nas mãos de poucos) no mesmo patamar da vida. Não tem o que discutir, é lei!
O aborto é crime, tá na lei! Homofobia pode, porque não tá!
Esta semana vi várias daquelas frases clássicas sobre direito, justiça... Acho que este ponto nós precisamos voltar a estudar. Lutamos pelo direito ou por justiça?
A frase que me chamou mais atenção sem sequer ser publicada nesta semana foi:
"Aos amigos, tudo! Aos inimigos..." Olha ela aí de novo!
Para concluir (nos três minutos de vossa atenção que toda reunião, de forma protocolar, me dá), o que aconteceu hoje está absolutamente dentro da lei.
O que, para nós comunistas, não devia significar absolutamente nada!
Aliás, em outros tempos, ser comunista também foi ilegal...
Valeu,
Bruno Porpetta
P.S.: Este post está recheado de fotos do "estrito cumprimento da lei".
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Minhas conclusões
Depois de tudo o que eu já li a respeito, finalmente cheguei a uma conclusão sobre o julgamento de segunda-feira no STJD.
Transcrevo abaixo uma declaração do Procurador Geral do STJD, Paulo Schmitt, em 2010:
"Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora, abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos."
Pau que bate em Chico, bate em Francisco.
Fluzão, pode passar no banco!
Valeu,
Bruno Porpetta
Transcrevo abaixo uma declaração do Procurador Geral do STJD, Paulo Schmitt, em 2010:
"Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora, abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos."
Pau que bate em Chico, bate em Francisco.
Fluzão, pode passar no banco!
Valeu,
Bruno Porpetta
Fósforo no posto de gasolina
Você sabia que o Cruzeiro escalou o goleiro reserva Elisson, contra o Vasco, no dia 23 de novembro de 2011, de forma irregular, sendo punido pelo artigo 214 caput do CBJD (o mesmo pelo qual a Portuguesa está sendo enquadrada) e foi multado em 10 mil reais?
Ou seja, é possível aplicar a lei e preservar o esporte.
Basta querer.
Valeu,
Bruno Porpetta
Ou seja, é possível aplicar a lei e preservar o esporte.
Basta querer.
Valeu,
Bruno Porpetta
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