quinta-feira, 31 de março de 2011

A "barriga" de Dinamite

O ex-craque e cada vez menos cartola, Roberto Dinamite, presidente do Vasco, deu uma senhora "barriga" em entrevista coletiva esta semana.

Anunciou que Juninho Pernambucano, ídolo da galera vascaína, estava voltando ao clube.

Depois deu um pequeno recuo, dizendo que estava tudo conversado, restando assinar o contrato.

Mas parece que não é bem assim.



Tá de sacanagem, Sr. Roberto?


Após o jogo contra o ABC de Natal, pela Copa do Brasil, o dirigente Rodrigo Caetano desmentiu o fato sem jogar o perdido presidente do Vasco na fogueira.

Afirmou que estão conversando e tal, mas o contrato de Juninho vai até junho com o Al Gharafa, do Qatar. Logo, por ora, não há nada.

Ou seja, é torcer pra dar tudo certo e o Juninho voltar mesmo. Se não, a batata do Dinamite vai assar lá na Colina!


Valeu,

Bruno Porpetta


P.S.: Em tempo, barriga é um termo usado entre jornalistas para designar uma notícia, digamos, inverídica.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pra botar a boca no trombone: Fora Bolsonaro!

O Brasil, em especial o Rio de Janeiro, ainda elege este tipo de gente.

E elege porque ele não é o único que pensa assim.

Pelo contrário, ele representa um segmento da sociedade que se esconde no discurso do combate à criminalidade para combater, na verdade, a pobreza, os negros e o direito legítimo de cada cidadão de expressar sua sexualidade da forma que quiser.

Mas com a declaração dada ao programa CQC (vídeo abaixo), desrespeitando não só a Preta Gil e sua família, mas a todos os negros e negras do Brasil, além de incitar a violência contra homossexuais, temos uma arma para colocar um freio nas bobagens que o Sr. Jair Bolsonaro fala e incentiva.





Escreva um e-mail para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar cobrando uma atitude da Câmara dos Deputados a respeito da postura criminosa deste senhor.

Envie para cedpa@camara.gov.br sua mensagem. Não podemos deixar isso passar batido, denuncie!


Valeu,

Bruno Porpetta

segunda-feira, 28 de março de 2011

O dia que durou 21 anos

A partir de 4 de abril, a TV Brasil apresenta 'O Dia que durou 21 anos', nova série coproduzida pela emissora pública com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

Não perca! Dias 4, 5 e 6 de abril, às 22h na TV Brasil!


Valeu,

Bruno Porpetta

Adriano, com atraso

A apresentação de Adriano ao Corinthians que, inicialmente, estava marcada para amanhã no mesmo horário da festa tricolor pela chegada de Luis Fabiano.

Foi adiada para o meio desta, ou da próxima, semana.

Prudente. Enquanto o sãopaulino chega com festa de 400 torcedores no aeroporto, a contratação corinthiana já teve até manifestação contrária na semana passada.

Dizem os maldosos que este já é o primeiro atraso de Adriano no novo clube.


Valeu,

Bruno Porpetta

domingo, 27 de março de 2011

O 100º gol do "dirigente" Rogério Ceni

Talvez tenha expressado, adjetivamente, minha opinião a respeito de Rogério Ceni em algumas ocasiões.

Em algum momento já devo tê-lo chamado de neoliberal. E acho isso mesmo de RC enquanto pessoa física legalmente cadastrada na Receita Federal.

Mas também acho RC um dos melhores goleiros do país. Não o melhor!

Faz parte de um seleto grupo de dois atletas que possuem um nível de identificação com sua torcida não visto há pelo menos duas décadas. Ele com o São Paulo e São Marcos com o Palmeiras.

Além de grande goleiro, é um exímio cobrador de faltas e penalidades máximas.

E hoje, na Arena Barueri, Rogério Ceni chega ao centésimo gol.

As circunstâncias do feito o tornam ainda mais louvável. Num clássico, contra o Corinthians, sendo o gol decisivo de uma vitória por 2 a1 que interrompe um tabu de 4 anos (11 jogos) sem derrotar o alvinegro de Parque São Jorge.

O feito de Rogério é similar ao milésimo gol de um jogador de linha. Disso não há dúvida!

Sendo assim, os holofotes da imprensa estavam todos voltados, merecidamente, para RC. E assim como Pelé, que dedicou seu milésimo gol às crianças, Rogério usou o palco para mandar seu recado. Entra aí, o "dirigente" Rogério Ceni!



O atleta Rogério Ceni fez o 100º gol, mas quem falou foi o "dirigente".


Não é novidade para ninguém que acompanha futebol que o destino de Rogério, ao término de sua carreira, será dirigente do São Paulo.

E sua declaração após o jogo de hoje é mais uma prova inconteste disso.

Rogério Ceni cutucou outros dirigentes sobre a polêmica discussão a respeito dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Criticou a postura de alguns que, segundo ele, pensam "somente em si", ao invés de pensar no futebol como um todo.


Que os times grandes devem resguardar seus interesses, mas carregando também os pequenos consigo, para o bem do próprio futebol brasileiro.

Afirmou que o futebol não pode estar submetido ao poder de uma só pessoa, que "manda mais que o Presidente da República", numa referência direta ao Presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

E Rogério está coberto de razão!

Preservar os interesses de um clube grande não significa criar um abismo para os menores. E a negociação, em separado, dos maiores clubes do Brasil vem gerando tais disparidades.

Podemos nos tornar, a médio prazo, uma Inglaterra da vida.

Lá, a criação da Premier League em substituição à primeira divisão do Campeonato Inglês jogou os clubes das divisões inferiores na rua da amargura, e a concentração de capital vultuoso está nas mãos de, no máximo, quatro clubes.

Estes disputam as principais competições europeias, enquanto os demais rezam para conseguir uma vaguinha que seja na Liga Europa (a Sulamericana deles) para poder atrair algum recurso.

Para nós, brasileiros, isso seria o pior cenário possível.

Somos o único país que, desde o início do campeonato, partimos com 12 potenciais candidatos ao título, revezando-se entre si ano a ano. Times com grandes torcidas, distribuidos nos 4 estados mais tradicionais do nosso futebol, representando, em parte, a diversidade de nossa cultura futebolística.

Digo em parte porque a "introdução" do capitalismo no futebol relegou os clubes tradicionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste a uma condição secundária na partição do bolo de recursos que movimentam o futebol.

O grande problema da fala de Rogério está no próprio São Paulo.

Para reivindicar este discurso libertador do futebol das garras abusadas de quem o dirige é preciso ter coerência histórica para tal.

Não é exatamente o caso do São Paulo.

Quando foi conveniente defender a posição da CBF com relação ao título brasileiro de 87, o São Paulo rasgou sua própria assinatura à época. Sua postura foi tão "egoísta" quanto as que hoje Rogério critica.

Mas assim caminha o futebol brasileiro. Todo clube vê o seu, e o torcedor, ó...



Valeu,

Bruno Porpetta

Para o Majestoso de hoje

Texto do meu amigo Guilherme Flynn (sãopaulino) sobre a rivalidade entre São Paulo e Corinthians.





Depois deste, julguei desnecessário falar mais alguma coisa.

http://cumachama.wordpress.com/2011/03/25/sao-paulinos-e-corintianos/

Divirtam-se!


Valeu,

Bruno Porpetta

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando a burrice dá a tônica

Três fatos recentes me levam a crer que, no mundo do futebol, a burrice ainda persiste.



Ele anda meio boladão com tanta concorrência!


O primeiro, lá em Santos.

Ganso expressou seu desejo de sair do Santos.

Beleza, é direito do cara e ninguém tem nada a ver com isso. Ele, eu, você e todo mundo sabe que ele é um grande craque, que em breve ele será o principal jogador da nossa seleção.

Mas, convenhamos, ele ainda tem muito o que fazer por aqui.

Ganhou pelo Santos? Sim! Porém, um Paulista e uma Copa do Brasil ainda está muito aquém do que ele, junto a molecada do Santos, é capaz de conquistar.

Um Brasileiro, pelo menos, depois vai embora como herói! Se botar a terceira estrela na camisa do Santos então, vira Deus na Vila Famosa!

O segundo é, e continuará sendo, uma burrice.

O "Pofexô" Luxemburgo não quis Adriano.

Do que ele dispõe dentro do elenco na mesma posição? Wanderley? Deivid? É auto-explicativo.

O terceiro, parece piada.

Já que o Luxa não quis, o Corinthians levou. Diante do fato, a gente continua torcendo para que ele se recupere e mostre o que ele sabe.

Mas o fanfarrônico presidente do Corinthians marcou a apresentação do Imperador para a mesma data da chegada de Luis Fabiano ao São Paulo.

É uma estupidez do ponto de vista do marketing da contratação, além de uma prova cabal de que os dirigentes de futebol são absurdamente amadores.

Quem deve agir como torcedor é o próprio. Espera-se de um dirigente uma postura um pouco mais séria.

Claro que ninguém quer acabar com a sacanagem de um clube com outro. Até porque chama a atenção para os jogos ou campeonatos. Mas os dirigentes, tendo em vista que administram o patrimônio dos clubes, precisam cuidar melhor de suas responsabilidades.

Deixa para as arquibancadas o restante!

A propósito, a contratação de Luis Fabiano é cercada de muito menos dúvidas que a de Adriano.

Então, menos Sr. Andres Sanchez.


Valeu,

Bruno Porpetta