sábado, 4 de junho de 2011

Holanda: a trabalho ou a passeio?

Hoje tem Brasil x Holanda.

O primeiro desde a catastrófica eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo, na África do Sul.

De lá pra cá, o Brasil trocou de técnico, os meninos do Santos passaram a ser chamados e Neymar já é considerado titular absoluto. O que derruba as teses de Dunga que foram (mal) executadas na Copa.

A Holanda tem praticamente o mesmo time do ano passado. A diferença é que o craque Sneijder não veio, por motivo de contusão.

O amistoso serve para preparar ambos os times para as competições que vem por aí. Para o Brasil, a Copa América, e para a Holanda, as eliminatórias da Eurocopa.

O jogo de hoje acontece no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Agraciado com o amistoso para compensar a ausência do estádio entre as sedes da Copa de 2014.

Aliás, tal ausência é um absurdo! Goiás possui muito mais tradição no futebol do que o Mato Grosso, estado escolhido para receber jogos da Copa. Certamente, o Serra Dourada não se tornaria um elefante branco. O que fatalmente ocorrerá com a Arena Pantanal.



Robben, ao saber que ficaria concentrado no Rio


Porém, o mais curioso neste amistoso é o local escolhido para a "concentração" holandesa.

O escrete holandês está hospedado no Rio de Janeiro, treinando no campo do Flamengo, na Gávea. A 1338 km de distância de Goiânia!

Só saberemos a partir do início da partida se o time laranja veio a trabalho, ou a passeio.

De qualquer forma, um belo passeio, diga-se de passagem!


Valeu,

Bruno Porpetta

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Muchas gracias, Maradona!




Muchas gracias Maradona, mismo que te vei muy poco jugar.
Pero como vocero del fútbol, siempre te voy a estrañar.
Manda palos a la Fifa, lleva todos tus delanteros al Mundial.
Como el Che de tu brazo, juega bonito hasta al final.

Verdad que no has triunfado como entrenador.
Y qué? Junto a burócratas te toca jugar otro rol.
Al carajo con lo puro disputar,
El tema no es cuanto, más como ganar.

Ni siempre se puede alzar la copa.
Importa como tratas la pelota.
Que no se mancha, no Dieguito?
Pues se adelanta, se adelanta.

Mira vos, vengo de Brasil y a muchos de ahí debo elogios.
Pero fuera de la cancha, Pelé no pasa de tu hijo.
Desculpame eterno polera 10, incomparable atleta.
Pero, como dijo Romário, el Rey callado es un poeta.

(de Vinícius Mansur, el enano, escrito após a derrota argentina frente à Alemanha, em 2010)


Valeu,

Bruno Porpetta

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uma linda final de Libertadores

O Peñarol será o adversário do Santos na final da Libertadores.



Como chegar à final sendo inferior a todos? Só a camisa explica...



Serão sete títulos continentais em campo - cinco do Peñarol e dois do Santos - e os dois primeiros campeões da história da competição.

Um confronto cheio de história, que torna a ocorrer em uma final do torneio sulamericano.

Dia 16/06, em Montevidéu, no lendário Estádio Centenário, e 23/06, em São Paulo, o local ainda está indefinido.

O time uruguaio classificou-se com uma derrota, na Argentina, para o Velez Sarsfield, por 2 a 1.

Sobre o jogo, o Velez precisava de dois gols para avançar à final, e assim sendo, foi pra cima do Peñarol.

Mas não conseguia passar da defesa para o ataque com velocidade. Arrastava muito o jogo e facilitava a marcação uruguaia. E assim o Peñarol crescia na partida.

Em uma falha da zaga argentina, que cortou mal uma bola, Martinuccio passa para Mier, na esquerda, que bateu na saída do goleiro. Peñarol, 1 a 0!

O Velez sentiu o gol, e se desordenou em campo.

Mas no finalzinho do primeiro tempo, em jogada de bola parada, achou o seu gol.

Sabe aquela bola alçada pra dentro da área, que meio procura uma cabeça no caminho, meio vai direto pro gol? Então, foi uma dessas! Quando o goleiro viu, a bola já estava em cima dele. Óbvio que ele bateu roupa, e na sobra Tobio empurrou pra dentro.

Na volta para o segundo tempo, o Peñarol se retrancou mais do que nunca. Sabendo que podia ainda levar um gol e estaria classificado, o time mal saia do campo defensivo.

Quando, finalmente, encaixou um bom contra-ataque, Olivera perdeu um gol feito. Podia até culpar o cansaço visível que ele tinha àquela altura, mas aquele gol, nem morto daria pra perder.

E o castigo veio a cavalo. Logo na sequência, bola lançada para dentro da área e Martínez - que jogou muito - ajeitou com o peito para trás. Santiago Silva chegou batendo e colocou no canto. Virada do time argentino. Faltava só um gol!

Pra dar ares mais dramáticos, o zagueiro Ortiz, do Velez, deu uma pernada em Martinuccio e recebeu o segundo amarelo. Foi pro chuveiro mais cedo!

A grande chance do time argentino veio aos 30 minutos da segunda etapa. Em bela jogada de Martínez, o zagueiro uruguaio Guillermo Rodríguez deu um carrinho estúpido e cometeu o pênalti.

Santiago Silva partiu para a cobrança, mas escorregou na hora H e jogou o pênalti e a classificação para as alturas.

Daí pra frente, o Peñarol soube segurar a bola mais a frente, contando também com o cansaço do Velez, e garantir o resultado.

Depois de 49 anos, Santos e Peñarol disputam uma decisão de Libertadores!

Favorito? O Santos, claro!

Mas o Peñarol também não o era contra o Inter, o Universidad Catolica, o Velez...


Valeu,

Bruno Porpetta

CBF e suas trapalhadas

Nem começou a Copa América e a CBF já arruma uma das suas.

Um fax foi a origem de toda a confusão.



Esse é o tal fax, enviado ao Cruzeiro



O Cruzeiro anunciou que o goleiro Fábio e o volante Henrique integrarão a seleção brasileira que vai à Argentina disputar a Copa América. A mesma coisa fez o Grêmio, confirmando o goleiro Victor no torneio sulamericano.

Mas como? Se o Brasil sequer disputou os dois amistosos contra Holanda e Romênia, onde, supostamente, Mano Menezes fará suas observações e cortará cinco nomes da lista pré-convocada?

Pois é! Ambas equipes receberam um fax (meio de comunicação utilizado somente pelo tal "mundo do futebol") solicitando a liberação dos atletas.

Rodrigo Paiva, o assessor de imprensa da CBF, afirmou: "Quem falou isso está mentindo!". Até a cópia do fax chegar à imprensa, aí o discurso teve que mudar.

O que não existia, se tornou um procedimento padrão exigido pela FIFA.

Visto que Julio César não deve ser um dos cortados - por motivos óbvios - alguém já consultou o Botafogo se o mesmo recebeu o tal fax para Jefferson?

Se não, como fica o goleiro, desfalcando seu time no Brasileirão para a disputa dos amistosos e com a certeza que será cortado?

Alguém aí pode explicar? A CBF não!


Valeu,

Bruno Porpetta

Vasco, ao seu estilo

O Vasco venceu ontem o Coritiba por 1 a 0, em São Januário, pela primeira partida da final da Copa do Brasil.



Felipe foi o grande destaque do trem-bala da Colina



Apesar do placar magro, foi uma grande partida! O Vasco foi ligeiramente melhor, por isso mereceu a vitória, mas o Coritiba não foi um adversário acovardado no campo de defesa. Muito pelo contrário!

O Coxa não foi ao ataque de qualquer jeito, estava precavido, jogando a maior parte do tempo sem a bola. Mas tinha saída para o contra-ataque, com Rafinha e Anderson Aquino, obrigando Fernando Prass a realizar grandes defesas.

Jogando em casa, o Vasco fez o habitual. Passa a maior parte do tempo com a posse de bola, domina territorialmente o jogo, mas tem imensas dificuldades em criar jogadas mais agudas de gol.

Felipe fez uma grande partida, organizando o meio-campo do Vasco e chegando à frente. Diego Souza se esforçou muito, correu, lutou, mas não foi muito efetivo.

Alecsandro é sempre aquela coisa. Não é um grande jogador. Longe disso, inclusive. Mas parece ter um talento especial para empurrar a bola para as redes.

E foi ele mesmo que decretou o placar do jogo, logo aos cinco minutos do segundo tempo. Diego Souza recebeu a bola pelo meio e abriu com Allan, que jogava improvisado na lateral-direita. O quebra-galho cruzou na medida para Alecsandro, que se antecipou ao zagueiro e desviou de cabeça. Para baixo, como manda o manual. Gol do Vasco!

A torcida, que já estava empolgada por voltar a ver uma final de torneio nacional em seu caldeirão, enlouqueceu! Empurrou o time para a frente, mas este esbarrava na defesa alviverde.

Após o baque do gol sofrido, o Coxa conseguiu botar a cabeça no lugar e ir ao ataque. Pressionou o time da casa até o fim da partida, mas não conseguiu furar o bloqueio vascaíno.

A vantagem, se não é grande, é significativa. Não levar gol em casa, com este regulamento, é um grande feito.

E, ultimamente, tem sido fundamental.


Valeu,

Bruno Porpetta

Santos: com emoção é mais caro!

O gol de Zé Eduardo, logo aos dois minutos de jogo, praticamente selou a sorte do confronto.

Não! Você não está lendo mal! Gol de Zé Eduardo mesmo! Depois de 15 jogos sem marcar.



Quem diria, hein? Gol de Zé Love para abrir o placar.



Toda a empolgação da torcida do Cerro Porteño, que lotou o General Pablo Rojas, esfriou. O time deveria agora marcar três gols sobre um Santos que vem levando, no máximo, um por jogo, desde a chegada de Muricy.

Após o gol, o Santos conseguiu a tranquilidade necessária pra jogar e matar o adversário. Daí ficou fácil!

Mais fácil ainda quando, aos 27 minutos, Pedro Benítez foi atrasar uma bola de cabeça para o goleiro Barreto e este, de forma ridícula, espalma para dentro. Merecidamente, Barreto levou a autoria do gol contra. Feião!

Em jogada de escanteio, aos 31, o Cerro diminuiu, com Cesar Benítez, de cabeça. E absolutamente livre!

Mas o espaço aberto no meio com a entrada de Lucero no lugar de Burgos custou caro ao time paraguaio. Aos 46, em arrancada isolada de Arouca e passe bem dado para Neymar, que cortou o zagueiro e bateu no contrapé do goleiro. Santos 3 a 1 e fatura liquidada!

Veio o segundo tempo, e o Santos quis tornar emocionante o que, até aquele momento, estava uma baba.

O time recuou demais, pelo conforto do placar, e chamou o Cerro a permanecer no seu campo por toda a segunda etapa.

Tudo bem que, àquela altura, o Cerro precisava de quatro gols para ir à final, mas não ter alguma saída para o jogo e simplesmente defender o resultado era um risco muito grande. E se levasse um gol logo?

E levou! Aos 15 minutos, Lucero diminuiu para 3 a 2, e o Cerro passou a morar no campo de ataque.

O goleiro Rafael, que vem em boa jornada desde o jogo contra o América do México, começou a aparecer com grandes defesas.

No campo de ataque o Santos só aparecia com Neymar, mais uma vez decisivo. De resto, era bola na área do Peixe o tempo todo.

Eis que o empate chegou! Fabbro, em lindo chute de fora da área, igualou o placar, aos 36 minutos. O Santos ainda podia levar mais um gol para se classificar.

Pouco depois, uma falta na entrada da área para o Santos. E, neste exato momento, Muricy é atingido por um troço esquisito que parecia um pirocóptero. Tudo bem que deve ter doído, mas que foi providencial, diante do panorama do jogo, isso foi!

Alguns minutos depois, finalmente a cobrança de falta para Neymar. Na trave! Daí o Cerro voltou a morar no ataque.

Aos 48 minutos, os paraguais carimbaram o travessão de Rafael, o que poderia complicar o jogo. Mas não havia tempo pra mais nada!

No fim das contas, pior mesmo foi a expulsão de Edu Dracena, que o tira do primeiro jogo da final, ao apagar das luzes.

O que podia ser uma grande vitória, tornou-se um empate justo e útil. Podia ter sido mais tranquilo, mas o importante é que foi!

O Santos está novamente em uma final de Libertadores. E aguarda o resultado de hoje, do jogo entre Vélez Sarsfield e Peñarol, na Argentina.


Valeu,

Bruno Porpetta

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Falcão manda a real, mas ninguém quer ouvir

Falcão já coloca o seu boné em risco


Imagine se, no seu emprego, o chefe junta toda a turma para dizer que não tem condições de realizar um bom trabalho com aquelas pessoas.

Seria uma bomba e magoaria todo mundo. Ninguém mais se sentiria motivado a continuar trabalhando no local, ou pelo menos, com aquele f... d... p..., como seria conhecido pelos corredores.

Tomando por este aspecto, as declarações de Falcão sobre a equipe do Internacional, são de uma estupidez incomum.

Mas e os jogadores? O que acharam de saber que, com aquele grupo, não teriam condições de chegar ao título brasileiro?

Em coletiva, Tinga compreendeu o chefe. Mas disse que, no futebol, os times são bons ou ruins para a imprensa e a torcida a depender dos resultados dentro de campo.

A direção do Inter, ou seja, os chefes do chefe, discordam. Dizem eles que o clube tem totais condições de vencer o Brasileirão.

Os jornalistas já derrubaram Falcão, e tornam uma simples, porém contundente, declaração de Falcão na gota d'água que faltava para um time que não vence as competições mais importantes.

O treinador não retira nada do que disse. E nem deve retirar mesmo! Até por uma questão de coerência própria, e qualquer recuo seria um sinal de fumaça. E onde tem fumaça...

Agora, se observarmos bem o histórico desta base montada há algum tempo no time, o que ele ganhou?

Há dois anos, pelo menos, que o Inter entra no Campeonato Brasileiro e na Libertadores como um dos grandes favoritos ao título. E ao final de toda temporada, discute-se a decepção que o time provocou.

Diante disso, fica a pergunta: Falcão está falando algum absurdo?

O papel diz que sim.

Com D'Alessandro, Guiñazu, Leandro Damião, Bolatti, Rafael Sobis e outros, o Inter fatalmente será apontado como favorito em qualquer campeonato.

Mas papel não joga! E, na prática, o time foi dando, ao longo do tempo, razão às palavras de Falcão.

E o treinador, tenham certeza, está louco para estar equivocado. Mas parece não estar.


Valeu,

Bruno Porpetta